quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

MANHÃS DE DOMINGO



“A Escola Dominical nasceu na Inglaterra, em 1780. Em Gloucester, uma cidade não muito distante de Londres, residia o jornalista Robert Raikes, 44 anos, proprietário do Gloucester Journal, fundado por seu pai. Nessa época a situação moral e espiritual do país era preocupante. Raikes observou que entre as causas dos crimes e bebedices desenfreada estava a ignorância. As crianças trabalhavam durante a semana e, aos domingos, ficavam nas ruas. Para esses meninos, Raikes teve a idéia de organizar uma escola que funcionaria aos domingos, e não cuidaria apenas da educação secular, mas daria também a educação religiosa e teria a Bíblia como livro-texto. Assim, em 20 de julho de 1780, nasceu a  escola dominical.  A idéia se espalhou por todo o país. João Wesley deu total apoio ao movimento. Em 1875 organizou-se em Londres a Sociedade para Promoção das Escolas Dominicais nos Domingos Britânicos. No ano seguinte havia 200 mil crianças matriculadas. No Brasil, a primeira Escola Dominical nasceu em Petrópolis, RJ, no dia 19 de agosto de 1855, na casa do médico e missionário escocês Robert Kalley. Nesse primeiro dia havia cinco crianças presentes, e a esposa, Sarah Kalley, contou-lhes a história de Jonas”. (http://www.iprb.org.br/historia/EDB_historia.htm)

 Quero louvar a Deus pela vida de Robert Raikes, João Wesley, Robert Kalley e sua esposa, Sarah Kalley. Foram eles os precursores desse formidável trabalho realizado em pleno século XXI, em todos os países evangelizados.
A Escola Bíblica Dominical é simplesmente fantástica; é uma escola organizada. Quando ela começou, com Robert Raikes, o foco eram as crianças. Hoje se trabalha todas as faixas etárias com um ensino sistemático, por assuntos doutrinários, livros ou cartas, personagens, focando sempre a pessoa principal do evangelho, Jesus Cristo.
Foi inventado sabiamente um slogan: “A EBD é a melhor escola do mundo!” Concordo plenamente com ele, só pelo fato de que ela ensina a Bíblia, a Palavra de Deus. Estão contidos nas Escrituras os conselhos mais sábios que possam existir e em todas as direções pessoais e coletivas, para com o próximo, como expressão do relacionamento que se tem com Deus.
Atualmente, nas comunidades cristãs que priorizam um estudo de qualidade da Bíblia, é inconcebível não ter a EBDominical. As manhãs de domingo só tem sentido com a Escola Bíblica, momento de estudo, confraternização, espiritualidade cristocêntrica e muito crescimento.
Diante do apresentado, é necessário falar do foco evangelístico. A Igreja contemporânea não pode ficar só com o fortalecimento dos seus membros. A ordem de Cristo "Ide" (Mc 16.15a), nos constrange a dar prioridade a visão implantada por Raikes, inspirada em Jesus. Visar o pecador é uma tarefa intransferível da EBD!
Façamos das manhãs de domingo um tempo de qualidade.

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Pr. Gilmar Tavares Reis

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

VIDA COM DEUS I



COMO SUSPIRA A CORÇA

 “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20 RA).

          O apóstolo Paulo buscou anunciar as boas novas de salvação por todo o Império Romano. Por isso, ele fez planos para visitar Roma, a capital do Império, onde já havia uma congregação cristã. Dali ele desejava seguir até a Espanha e esperava que os cristãos em Roma o ajudassem naquela viagem. Paulo queria que eles ficassem sabendo como é que ele entendia a mensagem a respeito de Jesus Cristo.
          O escritor Luiz Sayão, comentarista do programa Rota 66, registrou no seu livro Cabeças Feitas, a fala de Tomás de Aquino, quando ele expressou na visão de Paulo as seguintes palavras: “O máximo que conhecemos de Deus é nada em relação ao que Ele é”.
          Essa frase de Aquino fazendo alusão ao pensamento de Paulo é para despertar em nós, ainda mais o desejo de ter vida e comunhão com Deus, assim como declarou o salmista a respeito do antílope: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma” (42:1 RA).
          Por mais que a corça não consiga beber toda água dos arroios, mesmo assim ela anseia por eles. Corre em tempo de seca instintivamente em direção às fontes para matar a sua sede por um pouco de tempo e voltar a ter sede, para voltar a correr rumo ao fluxo das torrentes e enquanto tiver vida viverá nesse ciclo para não morrer na sequidão do deserto ou na imensidão das matas ciliares.
          Será se é assim, como as corças, que estamos desejando ter um saciante contato com Deus? Como é possível ter esse relacionamento com um Deus que não podemos ver, ouvir ou tocar? Diga-me, quando poderemos contar com Deus?
         Essas duas ultimas perguntas que foram feitas nos atingi como uma flecha e fica dentro de nós. Conheço teólogos que ririam desses questionamentos como se fosse mais um sinal de um relacionamento com Deus egoísta. Mas creio que elas se encontram no cerne da maior parte das desilusões em relação a Deus.
          Philip Yancey dá aqui também a sua contribuição ao dizer “Em todos os nossos relacionamentos com pais, filhos, balconistas, frentistas, pastores, vizinhos; temos uma idéia daquilo que podemos dar como certo. E com Deus? Com o que podemos contar no relacionamento com Ele?”

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Pr. Gilmar Tavares Reis

VIDA COM DEUS II



 ATRIBUTOS DE DEUS

“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20 RA).

          A lista de atributos nada tem de incomum, mas compreender a definição de cada atributo é necessário para o desenvolvimento da vida com Deus. Desta forma os atributos que descrevem o ser de Deus são: invisibilidade, mansidãomorosidade, conhecimento, sabedoria, veracidade, bondade, amor, misericórdia, graça, paciência, santidade, paz, retidão, justiça, zelo, ira, vontade – A vontade de Deus é o atributo por meio do qual ele aprova e decide executar todo ato necessário para a existência e para a atividade de si mesmo e de toda a criação”, comentou Grudem.
          Vejamos ainda outros atributos: onipotência (poder, soberania), perfeição, beleza, glória: num dos seus sentidos a palavra glória significa simplesmente “honra” ou “reputação excelente”. Esse é o significado do termo em Isaías 43.7, em que Deus fala dos seus filhos, “que criei para minha glória”, ou em Romanos 3.23, que diz que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Noutro sentido, a “glória” de Deus significa a clara luz que circunda a presença de Deus. Como Deus é espírito, e não energia nem matéria, essa luz visível não faz parte do ser divino, mas é algo criado. Podemos defini-la assim: a glória de Deus é o brilho criado que circunda a revelação do próprio Deus”, afirma Grudem.
          É através desses e de outros atributos que Deus se faz conhecer aos homens. O homem, porém, que ignorar e não abrir o seu coração para tentar entender Deus pela forma que Ele intervém na condição humana, ficará a margem do Caminho.
           Uma verdade precisa ser dita, mesmo que os adeptos do relativismo questionem: se o homem ter fé em Deus, Ele é Deus para atender; entretanto, se o ser humano optar em caminhar pelo caminho da incredulidade, Deus continuará sendo quem É. Que o Senhor nos ajude a convencer os homens de seu estado de pecado e da necessidade de se ter Fé em Deus para uma vida abundante e vida eterna com Cristo.

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Pr. Gilmar Tavares Reis

VIDA COM DEUS III



COISAS CRIADAS

 “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20 RA).

          Viu Deus que era bom as coisas (o universo, os reinos: mineral, vegetal, animal e humano) que Ele criou. Conquistar um BOM de Deus é extraordinariamente excelente. E tudo que têm esse nível de excelência merece ser apreciado.
          O homem pós-moderno, que vive o ativismo exacerbado, precisa ser mais contemplativo. A exemplo do salmista, o varão precisa parar e admirar a criação de Deus com mais freqüência:“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol” (19:1-4 RA).
          Um menino certa vez estava aprendendo a tabuada de multiplicação quando, de repente, parou, fitou os olhos em sua mãe e perguntou-lhe: Então, minha mãe, é verdade que Deus fez o mundo? Fez sim, meu bem, respondeu a mãe. E as árvores nas florestas e os pássaros no céu e os bichinhos no campo? Sim, querido. O menino ficou quieto por um momento, meditando nesta grande verda de, e indagou novamente: Mas de onde Deus fez tudo, mamãe? E a boa mãe respondeu: Ele o fez do seu imenso poder e amor, meu filho.
          Admirar as obras do Senhor e glorificá-lo é também uma forma de ter ou desenvolver um relacionamento profundo com o Deus criador. Ore comigo assim: Oh! Papai querido, Criador dos céus e da terra. Que eu e meu irmão nunca percamos a sensibilidade de reconhecer os teus feitos. Ajude-me a levar pessoas que ainda não te conhecem a fazer o mesmo. Amém!   

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Pr. Gilmar Tavares Reis

VIDA COM DEUS IV



 AFIRMAR AOS HOMENS QUE NÃO HÁ DESCULPAS

 “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20 RA).

         A forma clara que o Apóstolo Paulo apresenta este texto não é para dizer que os trabalhos de evangelização são inúteis. Pelo contrário, é para afirmar que os evangelistas precisam usar o argumento da criação para ganhar pessoas para Cristo. Por exemplo: Quem fez o céu e a terra? E os mares e seus limites, que os criou? Será que existe um Ser superior detentor desse poder de criação? 
          Samuel Suana comentou que “Algumas considerações especiais devem ser feitas. A primeira, sobre a qualidade do verbo empregado na língua hebraica para criar - bará (Gêneses 1.1, 21 e 27). Bará pode significar ‘criar a partir do nada’, isto é, sem ter matéria-prima e também pode significar que não havia precedente, ou seja, algum modelo para referência. Em ambos os casos, Deus é exaltado, tanto em seu poder, quanto em sua criatividade”. É Preciso levar esse conhecimento aos pecadores para que haja o despertar da fé, do entendimento, como fora o caso do escritor aos hebreus: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (11:3 RA).
          Fica aqui um conselho aos que ainda não são cristãos: na mesma proporção em que se desenvolve a perícia do homem na exploração do espaço e na análise da estrutura do átomo, assim, também deveria crescer sua consciência com relação ao poder de Deus; não obstante, não é assim que tem sido, por quê? Eles sabem quem Deus é, mas não lhe dão a glória que ele merece e não lhe são agradecidos. Pelo contrário, os seus pensamentos se tornaram tolos, e a sua mente vazia está coberta de escuridão.
          Friedrich Nietzsche (1844-1900), filósofo alemão em seu pensamento revela a influência da filosofia grega e da obra de Arthur Schopenhauer (1788-1860). Nietzsche tentou provar que os valores tradicionais representados, principalmente pelo cristianismo, tinham perdido poder na vida das pessoas, afirmando: “Chamo o cristianismo a única grande calamidade, a única grande perversão interna, o único grande instinto de ódio, que não encontra meios bastantes venenosos, suficientemente subterrâneos, bastantes pequenos; o título, única e imoral desonra da humanidade”.
          Nietzsche e qualquer outro ateu, agnóstico, naturalista, politeísta, panteísta, hedonista ou quem quer que seja, não terão argumentos diante de Jesus quando Ele perguntar: por que você não me aceitou como seu Senhor? Nesse momento os argumentos sumirão; as desculpas não terão vez. É fato que Deus não é tudo, todavia, diante de todas as coisas criadas, podemos declarar em alto e bom som que Deus está em todos os lugares, até mesmo aonde não existe oxigênio tão vital para o homem.   
          Na Carta aos Romanos aparece um aspecto completo e ordenado da epístola de Paulo. Depois de cumprimentar os leitores e discorrer do seu grande anseio de conhecê-los pessoalmente, Paulo propaga a doutrina básica: o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todos os que o aceitam, pois "o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim" (1.16-17 RA)
          Sendo assim, não podemos deixar de pregar, pois a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus (Romanos 10.17 RA), porém, se os homens ignorarem o evangelho, pelas coisas criadas através dos atributos invisíveis de Deus, eles não terão desculpas, serão indesculpáveis no dia do Juízo Final.

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Pr. Gilmar Tavares Reis

AMOR E PERDÃO



Não mais mostrarei amor para com a nação de Israel,
Não a ponto de perdoá-la (Os 1.6)

Qual é a relação entre amor e perdão? O que vem primeiro, o amor ou o perdão?
Em todos os casos, o perdão só é possível por causa do amor. Quando o amor se esgota, o perdão não tem a menor chance. Se o nível do amor de Deus abaixasse, a disponibilidade do perdão também cairia. É isso que o profeta Oséias quer que a nação entenda.
Esse mecanismo é de conhecimento público por causa do versículo mais conhecido e amado da Bíblia: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
Deus só “arrepende-se e não envia a desgraça” porque é “cheio de amor” (Jl 2.13; Jn 4.2). “Ele é misericordioso e compassivo e muito paciente porque é cheio de amor”, comentou  Elben César.
Jesus jamais faria a oração: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lc  23.34), referindo aos seus algozes, se não tivesse profundo amor por aquela turba que o maltratava e zombava dele.     
Àquele que me amou e perdoou, devo o maior respeito e a maior devoção!

Pr. Gilmar Tavares Reis

terça-feira, 9 de novembro de 2010

A IGREJA E SUA POSIÇÃO VITAL


“Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16:18)

A expressão mais alta da vontade de Deus nesta era é a igreja que Ele comprou com seu próprio sangue. Para ter valor conforme os princípios bíblicos, toda atividade religiosa precisa fazer parte da igreja.
Quero declarar incisivamente que Deus só aceita aqueles ser­viços que se concentram na igreja e têm nela sua origem. A. W. Tozer explica: Escolas dominicais, sociedades para distribuição de folhetos, comitês de ho­mens de negócios cristãos, e os muitos grupos independentes traba­lhando em uma ou outra fase da religião precisam fazer uma auto-analise com reverência e coragem, pois não possuem qualquer signi­ficado espiritual verdadeiro fora da igreja ou em separado dela”.
Segundo as Escrituras, a igreja é a habitação de Deus através do Espírito, e como tal o organismo mais importante debaixo do sol. Ela não é apenas mais uma instituição importante, juntamente com o lar, o Estado e a escola; mas a mais vital de todas as instituições — a única que pode alegar uma origem divina.
O cínico pode perguntar a que igreja nos referimos, e pode lem­brar-nos de que a igreja cristã acha-se tão dividida que seria impos­sível dizer qual a verdadeira, mesmo que esta exista. Não ficamos porém demasiado constrangidos com o sorriso disfarçado do zombador. Por estarmos dentro da igreja, provavelmente conhecemos as suas falhas melhor do que qualquer pessoa do lado de fora possa conhecê-las, e cremos nela mesmo assim, onde quer que se manifeste num mundo de trevas e incredulidade.
A igreja é encontrada sempre que o Espírito Santo reúna algu­mas pessoas que confiem em Cristo para a sua salvação, adorem a Deus em espírito e não tenham qualquer associação com o mundo e a carne.
Quem zomba da igreja zomba do Corpo de Cristo.
A igreja deve ser ainda levada em conta. 

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Pr Gilmar Tavares Reis

A AUTORIDADE DE CRISTO.


“Porque em verdade vos digo que...” (Mateus 5:18a)

       Nos ensinos de Cristo nota-se a completa ausência de expressões como estas: "é minha opinião"; "pode ser"; "penso que..."; "bem podemos supor", etc. Um erudito judeu racionalista admitiu que ele falava com a autoridade do Deus Poderoso.
       O Dr. Henry Van Dyke assinala que no Sermão da Montanha, por exemplo, temos: a preponderante visão de um hebreu crente colocando-se a si mesmo acima da autoridade de sua própria fé; um humilde Mestre afirmando autoridade suprema sobre toda a conduta humana; um Reformador moral pondo de lado todos os demais fundamentos, dizendo: "Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente, que edificou a sua casa sobre a rocha...” (Mat. 7:24).
        Quarenta e nove vezes, nesse breve registro do discurso de Jesus, repete-se a solene frase com a qual ele autentica a verdade: "Em verdade vos digo...".

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Pr Gilmar Tavares Reis

SE EXISTIR DÚVIDAS É IMPOSSÍVEL TER FÉ


“Enchei-vos do Espírito” (Efésios 5.18).

Que todo cristão pode e deve ser cheio do Espírito Santo dificilmente parece ser tema de um debate entre cristãos. No entanto, alguns argumentam que o Espírito Santo não é para simples cristãos, mas apenas para ministros e missionários. Outros sustentam que a porção do Espírito recebida na regeneração é idêntica àquela re­cebida pelos discípulos no Pentecostes e qual­quer esperança de uma plenitude adicional após a conversão simplesmente está baseada no erro. Alguns expressarão uma vaga espe­rança de que algum dia poderão ser cheios do Espírito, e ainda outros evitarão o assunto alegando que pouco sabem a respeito e que este tema só pode causar confusão.
Gostaria de afirmar com ousadia que te­nho a fé convicta de que todo cristão pode receber um derramamento abundante do Es­pírito Santo em uma porção muito além da­quela recebida na conversão, e também diria que esta seria muito além daquela desfrutada pela posição e lugar de destaque de alguns cristãos ortodoxos de hoje. É importante que entendamos bem esta verdade, pois enquan­to existirem dúvidas é impossível ter fé. Deus não surpreenderá um coração duvidoso com uma efusão do Espírito Santo, nem visitará alguém que tenha dúvidas doutrinárias sobre a possibilidade de ser cheio do Espírito.
Para cessar as dúvidas e criar uma ex­pectativa segura, recomendo um estudo re­verente da Palavra de Deus. A. W. Tozer asseverou: Estou pronto para basear minha conjectura nos ensinos do Novo Testamento. Se um exame cuida­doso e modesto das palavras de Cristo e de Seus apóstolos não levar à convicção de que podemos ser cheios do Espírito Santo neste momento, então não vejo razão para pes­quisas em outra fonte, uma vez que pouco importa o que este ou aquele educador reli­gioso disse a favor ou contra esta proposição”. Se a doutrina não é ensinada nas Escrituras, logo não pode ser sustentada por nenhum argumento, e todas as exortações a serem consideradas não têm valor.
Em suma, todo cristão pode receber um derramamento abundante do Espírito Santo.

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Pr Gilmar Tavares Reis

HIPOCRISIA E AUTO-ENGANO



“E ele, respondendo, disse-lhes: Bem profetizou Isaías acerca de vós, hipócritas, como está escrito: Este povo honra-me com os lábios, mas o seu coração está longe de mim” (Marcos 7:6)

Quanto desgosto a Igreja poderia ter evitado, se os cristãos tivessem perseverado naquilo que as Escrituras nos ensinam sobre uma verdadeira experiência de salvação! Jonathan Edwards comenta dizendo: “As Escrituras nos dizem para julgamos a nós mesmos e aos outros nesse assunto, principalmente pelo fruto da obediência cristã prática”. Se ao menos tivéssemos nos detido nisso, a hipocrisia e auto-engano seriam expostos de modo mais poderoso que qualquer outro meio.
Isso nos salvaria da confusão sem fim causada pelas teorias feitas pelo homem sobre o que deveríamos estar experimentando. Evitaria que os cristãos negligenciassem a santidade da vida. Encorajá-los-ia a mostrar seu cristianismo pela beleza de sua conduta e não pelo constante declarar de suas experiências. Amigos cristãos conversariam sobre suas experiências de modo mais modesto e humilde, procurando edificar e não impressionar uns aos outros. Muitas oportunidades de orgulho espiritual seriam extirpadas, para a frustração do diabo. Pessoas mundana, profanas parariam de rir ou caçoar do cristianismo e prestariam atenção a suas pretensões, quando vissem as vidas dos crentes.
E assim, a luz dos cristãos brilharia perante os homens e outros veriam suas boas obras e glorificariam a seu Pai nos céus!

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Pr Gilmar Tavares Reis

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A LEI DE GÉRSON


Mário Sepúlveda, o segundo mineiro a alcançar a superfície, definiu os 69 dias que passou soterrado na mina de San José, no norte do Chile dessa forma "Estive com Deus e com o diabo. Os dois brigaram e Deus venceu". E é bom que se mencione, além de Deus e do diabo, a sua excelência Sebastián Piñera que se tornou o novo presidente do Chile em 2010, depois de obter 51,6% dos votos no segundo turno das eleições, com 99% das urnas apuradas.
Sobre Deus, tem se a contribuição de Norman Geisler e Frank Turek, que escreveram um livro que traz por título “Não tenho fé o suficiente para ser ateu”. Esse título se não fosse tão sério seria cômico, não obstante, o homem caído teima em negar a existência de Deus, mesmo que seja em vão. Além Dele (Deus) existir, desenvolve uma missão para com aqueles que crêem em seu nome, dar vida com abundância, mesmo a quase 700 metros de profundidade como era o caso dos mineiros resgatados.
O Apóstolo João (10:10b), ao mencionar as palavras e ministério de Jesus Cristo sobre o “dar vida e vida abundante”, destaca também no mesmo texto o encargo do diabo, quando o chama de ladrão que vem “senão para roubar, matar e destruir”. Ele sempre sabe tirar proveito do descuido e negligencia do homem. Dessa vez Deus permitiu que os 33 mineiros ficassem no “fundo do poço”, mas Deus não admitiu que a vida de nenhum deles fosse ceifada pelo diabo.
E o que dizer de sua excelência Piñera? Na verdade ele é o retrato de todos os líderes de estado que dizem exercer a “ética hierárquica”. Colocando de contínuo o querer da maioria acima do desejo da minoria. O que ele e os demais presidentes ou reis esquecem é que a vida de uma pessoa vale mais do que milhões de pesos, dólares ou reais extraídos do subsolo. O que mais chamou atenção do mundo foi a atitude do mineiro Sepúlveda, que depois de dar um abraço apertado na esposa, distribuiu quatro pedaços de rocha para os presentes, que deveria ser cobre, responsável por 40% do PIB Nacional, dando também um pedaço inclusive para sua excelência e agradeceu pelo trabalho de resgate.
Resgate? Que resgate? Na verdade isso tudo não deveria ter nem acontecido. Sua excelência não fez mais do que a sua obrigação, pois fora ele mesmo que os colocou naquele buraco e agora fica com este discurso, diante das câmeras do mundo todo, de quê tem de “melhorar as condições das minas”.
No Brasil, a “lei” de Gérson indica a pessoa que “gosta de levar vantagem em tudo”, no sentido de aproveitar de todas as situações em benefício próprio, sem se importar com questões éticas ou morais. Gérson, ex-meia armador da Seleção Brasileira de Futebol, na década de 70 protagonizou um comercial para a marca de cigarros Vila Rica. A propaganda dizia que esta marca de cigarro, era vantajosa por ser melhor e mais barata, e Gérson mencionava no final “Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também”.
No meio disso tudo, o único que não é “gersista” é o próprio Deus, pois Ele é o doador da vida. O diabo, em contra partida, é um especialista em tirar vantagens de tudo e de todos. E quando um presidente ou qualquer pessoa pública ou não, entra por esse caminho da vantagem inescrupulosa, ele está se demonizando.
Só para lembrar a sua excelência Piñera e quem quer que seja, que a Ética Hierárquica, prega que “uma pessoa real ou em potencial tem mais valor do que coisas reais”, asseverou Norman Geisler.

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Pr. Gilmar Tavares Reis

domingo, 10 de outubro de 2010

PAIXÃO ARDENTE PELAS ALMAS.


“Orai sem cessar” (1 Ts 5:17 RC)

           Dê prioridade tanto à oração comunitária, individual, como à intercessória. A oração é a chave para a sua radiância espiritual e pessoal. A oração é o segredo para a orientação em seus contatos e testemunhos. A oração é a chave para a unção do Espírito em sua vida e esforços. A oração é a chave para que o poder de Deus o revista, de modo a haver uma dimensão divina em seus esforços para ganhar almas. A oração é o segredo para uma paixão pelas almas e para toda a sua vida espiritual. Dê prioridade à oração.
       Há um século, Deus usou grandemente o Dr. A.T. Pierson, um ministro presbiteriano, como pastor na América do Norte, no Tabernáculo de Spurgeon em Londres, e como editor e líder do Movimento Estudantil Voluntário, ele conta aqui como receber esta paixão ardente pelas almas:
“Existe uma comunhão secreta com Deus pela qual obtemos este fogo do céu em nosso íntimo, e ela torna o trabalho pessoal com as almas fácil, natural, um alívio e um descanso. Demorar-se na presença de Deus até que vejamos as almas, como se através dos Seus olhos, nos faz pensar nelas com desejo incansável. Esta paixão pelas almas é provavelmente o produto mais elevado da comunhão espiritual com Deus. Ele nos absorve, e até a nossa própria salvação é esquecida nesse anelo apaixonado que levou Moisés a pedir para que seu nome fosse apagado do livro de Deus por causa de Israel. Ou que dispôs Paulo a tornar-se anátema por causa de seus irmãos. Parece-me que tal paixão é a forma mais sublime do amor abnegado, e a maior aproximação do motivo divino que impeliu Cristo a esvaziar-se de sua glória e majestade originais, assumindo a ‘forma de servo’ e suportando até a cruz”.
        Homem algum pode incendiar a si mesmo com esse fogo celestial; ele deve vir da brasa viva do altar lá do alto.

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Pr. Gilmar Tavares Reis

PERDÃO ANTES DE TUDO


“Perdoa os nossos pecados” (Sl 79.9)

Dezenove anos depois que se tornou rei da Babilônia, Nabucodonosor arrasou a cidade de Jerusalém (586 a.C.). Os Salmos 74 e 79 descrevem com amargura o que aconteceu. Um deles relaciona acertadamente a tragédia com os pecados da população e das autoridades anteriores à invasão babilônica (Sl 79.8).
Diante de tamanha humilhação e de tamanho sofrimento, o salmista suplica a Deus quatro poderosas manifestações: “Venha depressa ao nosso encontro a tua misericórdia”; “Ajude-nos”; Livra-nos” e “Perdoa os nossos pecados” (Sl 79.8-9).
De todas as quatro súplicas, a maior, a mais importante, a mais urgente, sem dúvida alguma, é a última: “Perdoa os nossos pecados”. E essa oração foi muito bem feita porque, na oração imediatamente anterior, o mesmo salmista havia pedido: “Não cobres de nós as maldades dos nossos antepassados”. Agora, ele não pede que Deus perdoe apenas os pecados dos seus antepassados, mas “os nossos pecados”.
Uma oração tão bem feita como essa tem toda a chance de ser atendida, tal qual a do publicano: “Deus, tem misericórdia de mim” (Lc 18.13).

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Pr. Gilmar Tavares Reis

sábado, 9 de outubro de 2010

MÃE GENTIL


O renomado escritor brasileiro, Monteiro Lobato, asseverou certa vez que “uma nação é constituída por homens e livros”. Certamente a sua observação é devida à profunda paixão que tinha pelo povo, formação e desenvolvimento.
Com um olhar mais fixo na nação brasileira, é notório que ela se compõe de um povo de diversas classes sociais. Independentemente do seu poder financeiro, todos precisam entender que ninguém é alguém sem o outro. Somos interligados de uma forma ou de outra. Por exemplo, a união de um povo pode favorecer a formação de leis, constituição ou governo. A grande questão é, se essa formação contribuirá com os princípios éticos ou não. Pois nem sempre o povo, na sua grande parte, está certo quanto ao que quer.
Como saber se o querer de um povo está certo? É justamente nesse momento que entra a questão da formação, pois não basta só ser informado, é preciso caminhar o caminho da escola, da faculdade, das universidades e do saber produzir conhecimento. O ilustre filósofo da religião, Luiz Sayão, menciona que “não se trata apenas do saber fazer, mas do fazer saber”. Fazer saber é a mola mestra em qualquer nação, entretanto, o paradoxo é que o Congresso analisa mais de 250 projetos que criam novas disciplinas obrigatórias, não obstante, de acordo com o especialista em educação Cláudio de Moura Castro, colunista da VEJA, “a regra básica da educação é ensinar menos para o aluno aprender mais... O currículo já é duas vezes maior do que deveria ser. Ninguém consegue aprender tudo o que é ensinado hoje em sala de aula”, diz o especialista.
Então, o que o governo diz hoje sobre desenvolvimento, não seria só um inchaço patológico? É verdade que foi criada uma série de “bolsas” para o povo, mas até quando elas estarão “cheias”? E cheias do quê? Todo inchaço deve ser tratado visando à cura, ou a debilidade se alastrará levando até a morte. Que as “bolsas” do governo estejam cheias de prioridades para com as matérias fundamentais, principalmente a língua portuguesa e a matemática, pois isso sim contribuirá com a formação do indivíduo.   
Oh, Mãe Gentil! Até quando o povo, teu filho, viverá como órfão, sem formação, sem desenvolvimento? Apreça-te em socorrê-lo, ou alguma instituição de “recuperação” o colocará em um caminho sem volta.

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Pr. Gilmar Tavares Reis

REFLEXÃO DA MORAL


Há quem diga que a reflexão da moral fica em cargo da ética. Mas o que é ética? Houaiss explica que “é parte da filosofia responsável pela investigação dos princípios que motivam, distorcem, disciplinam ou orientam o comportamento humano”. Nesse casso, cabe aqui uma reflexão a respeito dos valores ou exortações presentes na motivação da mídia, distorção dos políticos e disciplina do cidadão comum.
A mídia, em algumas de suas facetas, apresenta um total descomprometimento com a formação e informação. É dada ênfase em grande escala ao entretenimento dos ouvintes e telespectadores. Contribuindo em grande parte com o desenvolvimento de uma geração sem ética, ou seja, sem a capacidade de refletir sobre a moral. Luiz Sayão, professor de Filosofia da Religião, afirma que “uma sociedade sem ética torna-se insuportável”, e é isso mesmo que é visto.
O professor Rubens Junior ensinou certa vez que é bom fugir das generalizações. Portanto, é bom se fazer justiça ao falar das distorções dos políticos. Não são todos! São quase todos.
Existe uma minoria de políticos honrando o compromisso que fez perante Deus e a sociedade. Mas não deveria ser a maioria? Fala-se justamente em minoria para não generalizar que todos estão fazendo justiça. Agora por último, na edição de 22 de setembro deste ano, a revista Veja traz a expressão de Vinícios, ex-funcionário da Casa Cívil, “Caraca! Que dinheiro é esse?”. Isso ao abrir uma gaveta cheia de pacotes de dinheiro, na reação mais extraordinária do escândalo que derribou Ereníce Guerra, até então funcionária do Planalto. E o que é pior, todos ligados com a candidata a presidenta, Dilma Rousseff, a qual negou, logicamente, não ter nada a ver com esses reais. Seriam aqueles indivíduos “laranjas” na arrecadação de fundos para campanha?          
Cada cidadão, formador de opinião ou não, deve viver acima de qualquer suspeita. Seja na mídia, na política, na repartição pública ou privada, nas ruas ou dentro de sua própria casa; o cidadão deve, ou pelo menos deveria, ter uma consciência do que é o certo e preterir sempre o errado.
Israel Belo de Azevedo escreveu certa vez um livro que traz por título “O Olhar da Incerteza” fazendo uma crítica da cultura contemporânea. Mas, será possível que algum dia o olhar do cidadão para o outro terá certeza do que realmente está vendo? Os questionamentos surgem a cada dia, todavia, que a reflexão da moral, a ética, proporcione as respostas certas.

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Pr. Gilmar Tavares Reis

DANÇA COM LOBOS


A Enciclopédia Microsoft Encarta descreve a estrutura do Lobo como, mamífero aparentado com o chacal e o cachorro doméstico; é carnívoro e pode medir até 1,6 m de comprimento, incluindo a cauda. Tem “dentes muito poderosos” e cauda peluda. “Forma grupos familiares” e costuma caçar em bandos, sobretudo no inverno. Pais e crias constituem a unidade básica do grupo, “que se estabelece em um território” e o defende marcando-o com urina e fezes. Os lobos têm uma estrutura social muito hierarquizada e mostram modelos de comportamento para informar sua posição social de domínio ou submissão.

Todo esse arcabouço do lobo põe em evidência os “lobistas” aqui no Brasil. O lobo com dentes afiados os usa para destroçar a caça, aqui, porém, a presa é outra e as armas também são outras, assemelhando-se só no fim de suas atitudes, o engordar às custas de outros.

 A formação do grupo familiar do lobo indica a família do lobista. A Veja, uma das revistas de maior circulação nacional, destaca a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, e seu filho lobista, Israel, que lideravam o grupo em parceria com a família de Marco Antônio (ex-diretor dos Correios) e de Vinícios Castro, o ex-assessor da Casa Civil, que ao encontrar R$200.000,00 reais em propina em sua gaveta na Presidência, exclamou “Caraca! Que dinheiro é esse?”. Tem ou não tem semelhanças à família do lobo com a do lobista brasileiro? Todos eles caçam em bandos.

Marcar território é uma característica do lobo, e do lobista também. Nesses últimos dias foram identificados alguns territórios, como por exemplo, os Correios, BNDES, Anac, Anatel e Infraero. Bom! Essas foram só as empresas que a imprensa, caçadora de lobistas, divulgou. Sabe lá se há mais territórios demarcados por aí, sendo que a “pátria amada” é tão grande, não é mesmo?

O pior é o abarcamento do atual presidente, seu Lula, e de sua candidata, sua Dilma, com os lobistas, vizinho de salas no parlamento. O envolvimento foi tão sério que chamou atenção do filósofo Roberto Romano, quando disse a Veja sobre os caçadores de lobistas “os parlamentares, como só pensam em receber recursos do Executivo, abriram mão de sua função de vigiar o governo. O Tribunal de Contas da União tentou assumir a função, mas foi silenciado. O Ministério Público Federal, inexplicavelmente, desistiu de investigar. A Polícia Federal está sob controle. Nesse cenário, a única ‘caçadora de lobistas’ e fiscal do governo é a imprensa”.

Na verdade, o brasileiro que vive no meio disso tudo, é quem está cansado de ser caçado. John Dubar, protagonista do filme “Dança com Lobos”, também expressou o esgotamento de sua alma com a guerra e com os valores da sociedade norte americana, retirando-se da Tennessee urbana, para um forte isolado no Sioux, em 1863, convivendo harmoniosamente com uma tribo indígena. Geralmente acompanhado de seu cavalo Cisco e de um lobo com quem faz amizade, passa a ser chamado "Dança com Lobos", pelos peles-vermelhas. Apesar de tudo, Dubar não consegue evitar a expansão colonialista do branco. Mas é melhor dançar com o lobo feroz, que com os ferozes lobistas.

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Pr. Gilmar Tavares Reis