terça-feira, 30 de outubro de 2012

O MOTIVO PELO QUAL CRISTO MORREU


Por que Cristo morreu?

Por que Cristo morreu? Quem foi responsável por sua morte? Muitos não vêem problema algum nestas perguntas e, portanto, não têm dificuldade alguma em responder a elas. Para esses, os fatos parecem tão claros como o dia. Jesus não "morreu", dizem; ele foi morto, executado publicamente como um criminoso. Achavam que as doutrinas que ele ensinava eram perigosas, até mesmo subversivas. Os dirigentes judaicos ficaram furiosos com sua atitude desrespeitosa para com a lei e com suas reivindicações provocadoras, enquanto os romanos ou¬viram dizer que ele se estava proclamando rei dos judeus, e, assim, desafiava a autoridade de César. Para ambos os grupos, Jesus parecia ser um pensador e pregador revolucionário, e alguns o consideravam também como ativista revolucionário. Ele perturbou o status quo tão profundamente que decidiram acabar com ele. De fato, entraram em uma aliança maligna a fim de fazê-lo. No tribunal apresentou-se uma acusação teológica contra ele, blasfêmia. No tribunal romano a acusação era política, sedição. Mas quer seu delito tenha sido visto como primariamente contra Deus, quer contra César, o resultado foi o mesmo. Percebiam-no como uma ameaça à lei e à ordem, a qual não podiam tolerar. De modo que o liquidaram. Por que ele morreu? Ostensivamente, ele morreu como um criminoso, mas na realidade, como a vítima de mentes medíocres, e como um mártir de sua própria grandeza.
Um dos aspectos fascinantes que os escritos dos relatos dos Evangelhos fazem do julgamento de Jesus é essa mescla de fatores legais e morais. Todos eles indicam que tanto no tribunal judaico como no romano seguiu-se certo procedimento legal. A vitima foi presa, acusada e examinada, e chamaram-se testemunhas. Então o juiz deu o seu veredicto e pronunciou a sua sentença. Contudo, os evangelistas também esclarecem que o preso não era culpado das acusações, que as testemunhas eram falsas, e que a sentença de morte foi um horrendo erro judicial. Além do mais, o motivo desse erro foi a presença de fatores pessoais e morais que influenciaram a execução da lei. Caifás, sumo sacerdote judaico, e Pilatos, procurador romano, não eram apenas oficiais da igreja e do estado, no cumprimento e execução de seus deveres oficiais; eram seres humanos decaídos e falíveis, levados pelas paixões sombrias que governam a todos nós. Pois nossos motivos são confusos. Podemos ter êxito em preservar um pouco de retidão no desempenho do dever público, mas por trás dessa fachada espreitam emoções violentas e pecaminosas, as quais estão ameaçando explodir. Os evangelistas expõem esses pecados secretos, enquanto contam a história da prisão, julgamento, sentença e execução de Jesus. É um dos propósitos da sua narrativa, pois o material dos Evangelhos era usado na instrução oral dos convertidos.

John Stott



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

CLIVE STAPLES LEWIS ou C. S. Lewis

          Nascido na Irlanda em 1898, C. S. Lewis estudou no Malvern College durante um ano, recebendo a seguir uma educação ministrada por professores particulares. Ele formou-se em Oxford, tendo trabalhado como professor no Magdalen College de 1925 a 1954. Em 1954 tornou-se Catedrático de Literatura Medieval e Renascentista em Cambridge. Foi uni conferencista famoso e popular, exercendo grande influência sobre seus alunos.

          C. S. Lewis conservou-se ateu por muitos anos, tendo descrito sua conversão no livro “Surprised by Joy”: “No Termo da Trindade de 1929 entreguei os pontos e admiti que Deus era Deus... talvez o convertido mais desanimado e relutante de toda a Inglaterra.” Foi esta experiência que o ajudou a compreender não apenas a apatia mas também a resistência ativa por parte de certas pessoas em aceitarem a idéia de religião. 

          Como escritor cristão, caracterizado pelo brilho e lógica excepcionais de sua mente e por seu estilo lúcido e vivo, ele foi incomparável. O Problema de Sofrimento, Cartas do Inferno, Cristianismo Autêntico, Os Quatro Amores e As Crônicas de Narnia são apenas alguns de seus trabalhos mais vendidos. Ele escreveu também livros excelentes para crianças e outros de ficção científica, além de muitas obras de crítica literária. 

          Seus trabalhos são conhecidos por milhões de pessoas em todo o mundo através de traduções. C. S. Lewis morreu a 22 de novembro de 1963, em sua casa em Oxford, Inglaterra.