sábado, 26 de fevereiro de 2011

SÍNDROME DO CAVALO DE TRÓIA


“Estejam alertas e fiquem vigiando porque o inimigo de vocês, o Diabo, anda por aí como um leão que ruge, procurando alguém para devorar” (1 Pedro 5:8 NTLH)


A Guerra de Tróia foi um conflito bélico entre aqueus (gregos da Grécia Antiga) e os troianos, que habitavam uma região da atual Turquia. Esta guerra, que durou aproximadamente 10 anos, aconteceu entre 1300 e 1200 a.C.
Gregos e troianos entraram em guerra por causa do rapto da princesa Helena de Tróia, por Páris. O rapto deixou Menelau enfurecido, fazendo com que este organiza-se um poderoso exército. Usando o mar Egeu como rota, mais de mil navios foram enviados para Tróia.
O cerco grego à Tróia durou cerca de 10 anos. Vários soldados foram mortos, entre eles os heróis gregos Heitor e Aquiles e a guerra terminou após a execução do grande plano do guerreiro grego Odisseu.
Sua idéia foi presentear os troianos com um grande cavalo de madeira. Disseram aos inimigos que estavam desistindo da guerra e que o cavalo era um presente de paz. Os troianos aceitaram e deixaram o enorme presente ser conduzido para dentro de seus muros protetores.
Após uma noite de muita comemoração, os troianos foram dormir exaustos. Neste momento, abriram-se portas no cavalo de madeira e saíram centenas de soldados gregos. Estes abriram as portas da cidade para que os gregos entrassem e atacassem a cidade de Tróia até sua destruição.
Durante muitos séculos, acreditava-se que a Guerra de Tróia fosse apenas mais um dos mitos da mitologia grega. Porém, com a descoberta e estudo de um sítio arqueológico na Turquia, pode-se comprovar que este importante fato histórico da antiguidade realmente ocorreu.
O pior, é que a história se repete. Hoje, logicamente, as guerras são outras, os personagens são outros, o cenário histórico é outro, as armas são outras, mas o objetivo é sempre de vencer ou de resistir alguém.
No campo espiritual, as potestades do ar agem incansavelmente, com estratégias bem elaboradas, visando sempre matar, roubar e destruir a inspiração de Deus, a sua criação, também bem elaborada.
A representante legal de Deus na terra, a Igreja, sofre esses ataques diuturnamente. São várias investidas premeditadas e com muita força sem partir para o confronto propriamente dito, entretanto, na individualidade, sorrateiro, perspicaz, argucioso; o inimigo vai dessa forma passando despercebido pelo olhar da grande maioria dos cristãos, até mesmo de líderes e tem causado uma enorme crise no seio da Igreja.
O “cavalo de tróia” vai minando de dentro para fora. São crises de autoridade, doutrinária, moral, plausibilidade; crise de reflexão bíblica, intelectual, de caráter, graça, crise de solidariedade e reverência, crise comunitária, estaca cravada no coração da Igreja; de sinceridade, e o que é pior, crise de confissão, como Rubem Amorese comentou no seu livro ICABODE “Já não nos confessamos uns aos outros, para sermos curados, como propões Tiago”.
O desafio cristão não é só para um ano, dois anos..., cinco anos..., dez anos, como fora o caso dos troianos. O desafio cristão é pra vida toda, até o fim. Só assim será possível viver eternamente com uma vida transformada e com Cristo.
Para os cavalos de tróia existe um ante-vírus poderoso, o fogo do Espírito Santo que não pode ser apagado. Esse sim suporta qualquer investida do inimigo destruidor.

Por

Pr. Gilmar Tavares Reis

SÍNDROME DO TRANSPONDER DESLIGADO


“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6:23 RC)

         O Jornalista Responsável pela revista Ultimato, Elben Cezar, escreveu sobre: A Alma sem corpo é “fantasma” e corpo sem alma é defunto, na edição – janeiro-fevereiro/2007. Com esse título ele abordou a tragédia dos 154 mortos do acidente aéreo de 29 de setembro de 2006. Havia naquele avião médicos, psicólogos, agrônomos, engenheiros, professores, universitários, consultores, profissionais e três acadêmicos de medicina.
1.     Um técnico em informática morreu indo a Brasília para pedir a namorada em casamento;
2.     Uma médica de 27 anos morreu com o filho de 3 anos;
3.     Outra médica, de 31, morreu com o noivo;
4.     Um empresário de 57 anos morreu ao lado da esposa, uma aposentada da mesma idade, depois de 34 anos de casamento;
5.     Um rapaz de 28, morreu quando começava a deslanchar profissionalmente em Manaus e tinha marcado o casamento para fevereiro de 2007;
6.     Um pastor da Assembléia de Deus de Sobradinho-DF, morreu quando voltava do Amazonas onde fora inaugurar uma nova congregação;
7.     Treze capixabas que tiravam alguns dias de férias para pescar no Amazonas morreram na queda do Boeing 737-800.
Um quarto dos mortos eram jovens de22 a 29 anos. Mais de 70% eram do sexo masculino. O desastre aéreo deixou pelo menos cem órfãos.
Os parentes das vítimas experimentaram um sofrimento horrível.Quando ocorre a morte súbita e não a morte anunciada (aquela que é precedida por uma doença grave), o luto é muito mais difícil. E quando a perda é dupla (perde-se a vida e corpo), é mais doloroso ainda.
Enquanto não se vê o corpo morto, alimentando-se a esperança de que a pessoa está viva em algum lugar e não se começa a processar o luto.
Transtornada pela dor, uma das viúvas da tragédia com a aeronave da Gol que estava à espera da identificação dos corpos trazidos da Serra do Cachimbo - MT, gritava: “Tudo o que eu quero é a cabeça do meu marido. Só a cabeça. Só isso”. Se não fosse tão sério, seria cômico.
Tudo isso, por quê? Porque o jato Legacy tinha um transponder, que todos os aviões devem ter, mas os pilotos americanos Jan Paladino e Joseph Lepore o desligaram.  
Essa tragédia com o Boeing da Gol ilustra muito bem as conseqüências que podem acontecer quando alguém conduz a sua vida ao seu bel prazer, sem se importar com os sinais de alerta diante do pecado. É pensando sobre isso que quero falar sobre a:

SÍNDROME DO TRANSPONDER DESLIGADO

1.    O que é síndrome? É uma patologia, doença.
2.    O que é transponder? É um aparelho emissor-receptor que responde automaticamente a uma mensagem de identificação, ao sinal de um radar; repetidor de radiofreqüência.

Em primeiro lugar...
I.       “...o salário do Transponder Desligado é a morte...” Rm 6.23a

         A morte é a interrupção desta vida e Deus tem a chave da vida e da morte em suas mãos. E na grande maioria das vezes Deus utiliza a chave para abrir a porta da morte porque os viventes não observam com seriedade os sinais de alerta. Cuidado! Perigo! Não ultrapasse! Produto radioativo! Mantenha distancia! Não pare ou pare! Ária restrita! Esses sinais servem para o homem não errar o alvo ou não desviar-se do caminho de retidão. Servem para o homem não pecar. Pois a conseqüência, o salário do pecado é a morte.
           Estudando hamatiologia (doutrina do pecado), percebe-se que Deus através de seu Espírito Santo fica como os CINDACTAS que supervisionam o espaço aéreo brasileiro, em busca de contato com todas as aeronaves. São muitos os sinais de alerta que o Espírito Santo emite automaticamente todos os dias. Contudo, bilhões de pessoas em toda terra, desconsideram esses sinais e desligam os seus transponderes ocasionando a sua própria morte e a de outros.     
          Não se iluda! A conseqüência do transponder desligado é a morte. Não se iluda! O salário do pecado é a morte. E neste caso o Apóstolo Paulo está falando sobre a morte eterna, uma vez que uma pessoa pode morrer para a vida eterna: “...os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro;” (1 Ts 4:16 RC)Cuidado! Preste atenção! Deixe o transponder, a vigilância, a sensibilidade ligada para receber os sinais emitidos pelos cindactas, pelo Espírito Santo e viverá bem nesta vida e no por vir eternamente.

Em segundo lugar...
II.      “...o dom gratuito de Deus é a vida eterna...” Rm 6:23b

          Parece ser até uma redundância, “...dom (presente) gratuito...”, mas o Apostolo Paulo quis enfatizar a misericórdia de Deus frente a condição humana, mostrando que existe a possibilidade de redenção, a possibilidade de auxílio, a possibilidade de proteção que livra da situação pecaminosa.  
         Ou seja, ainda que os pilotos americanos Paladino e Lepore causaram a morte de 154 pessoas e muitos deles morreram eternamente, Deus os perdoa. Ainda que os bandidos arrastaram o menino João por 7 km e o deixaram sem a cabeça, pés e mãos de tanto arrastá-lo no asfalto, Deus os perdoa. Ainda que homens e mulheres se envolvam sexualmente com pessoas que nunca viram fora do casamento, nos aviões, nas ruas, nos motéis, nas salas fechadas de uma empresa priva ou repartição publica, nas Igrejas tradicionais, pentecostais e neo-pentecostais, Deus os perdoa. Ainda que pessoas se corrompam e paguem propina, Deus as perdoam. Basta essas pessoas se arrependerem do que fizeram e passarem a andar com o transponder ligado, atentos a todos os sinais emitidos pelo Espírito Santo. “Quem tenta esconder os seus pecados não terá sucesso na vida, mas Deus tem misericórdia de quem confessa os seus pecados e os abandona.” (Provérbios 28:13 NTLH)
           Tomas de Aquino em seu tratado sobre o Mal, disse: “Não entendemos o mal, mas cremos que Deus é tão poderoso que pode  tirar do mal um bem, porque, se assim não fora, Deus não seria todo-poderoso”. “O problema não é o pecado, é a misericórdia. Que torna pequeno o nosso pecado por pior que seja”; disse Leonardo Boff.
           Numa situação como essa, todos alimentam pelo menos um fiapo de esperança que haja vida. Quando se chega à constatação de que não há sobreviventes, resta outra esperança que tem a grossura de uma corda de amarrar navio. Trata-se da esperança da ressurreição do corpo, que é uma graça maior do que a cura de qualquer doença terminal e maior do que o livramento temporário da morte. Tanto a cura como o livramento são muito bem-vindos, mas são meros adiamentos da morte, enquanto a ressurreição é a vitória consolidada e definitiva da vida sobre a morte.

Por 

Gilmar Tavares Reis

SÍNDROME DE PROCUSTO


Romanos 15.1 “Mas nós que somos fortes devemos suportar as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos”.


1º. O que é síndrome?

É um conjunto de sinais e sintomas observáveis em vários processos doentios, patológicos,  diferentes e sem causa específica.

2º. Quem foi Procusto?  

          Segundo Marcos Bagno no seu livro: Pesquisa na escola, Procusto foi um homem mau dono de uma grande propriedade. Todos os que passavam em suas terras ele os prendiam e os levavam cativos p/ sua casa. Lá ele os deitavam em sua cama milimetricamente construída p/ o seu tamanho. Os que eram maiores do que a cama, ele os cortavam. Os que eram menores, ele os puxavam e espichavam até chegar ao seu tamanho.         

          Essa é a máxima de Procusto:

        “Quem não se conforma ao meu tamanho não pode andar solto por aí, a menos que vá jogando fora tudo o que eu não tenho até caber na minha medida, ou a menos que se espiche e se estique até ter o mesmo que eu e ser igual a mim”.

          O espírito de Procusto esteve presente em várias etapas da história humana:

a) Esteve presente durante a Inquisição, que condenou à fogueira tudo o que não se encaixava nos dogmas da Igreja;

b) Esteve presente na caça às bruxas, que levou à morte milhares de mulheres, cujo único crime era saber um pouco mais que os homens a quem deviam submissão;

c) Esteve presente na conquista da América, que representou o extermínio de civilizações inteiras de norte a sul do continente;

d) Esteve presente no longo e doloroso processo de escravização de milhões de negros africanos;

e) Esteve presente nos campos de concentração onde os nazistas eliminaram milhões de judeus, ciganos, homossexuais e todo e qualquer opositor ao regime”, inclusive o Teólogo e Profeta Dietrich Bonhoeffer (1906-1945);

f)  Esteve presente também na Igreja Romana que era composta de judeus e gentios, que não se suportavam e nem se acolhiam como Cristo fez com cada um deles.

           Hoje também não está sendo diferente. Há pessoas, uma ou um grupo pequeno, que se acham donas de todo sistema e “obrigam” os demais a se adequarem, a dizerem: sim! sempre, indiscriminadamente, aos seus caprichos.
          Os demais, devem se adequar a eles e não a um sistema ético, cristão; que tem o teocentrísmo como norteador, sistema esse que respeita a individualidade de cada pessoa, pois o próprio Deus assim o criou.
         Portanto, fica aqui um conselho de Paulo aos romanos: “Mas nós que somos fortes devemos SUPORTAR as fraquezas dos fracos e não agradar a nós mesmos”.(15.01) A palavra chave é SUPORTAR (no gr. bastazw - bastazo); que significa nada mais nada menos, do que pegar alguém a fim de carregar ou levar, colocar sobre si mesmo uma pessoa para ser carregada, levar um individuo, que é duro de suportar, até aonde for necessário.
         Ou seja, não é uma pessoa se anular em beneficio de outra, mas sim, haver a atitude de servo em todos, e todos sendo um em Cristo, carregando uns aos outros, com sua totalidade de corpo, alma e espírito; ou seja, todo seu ser.  
         Expulsemos o espírito de Procusto de nossas vidas e que flua em nós o Espírito de Deus, que criou pessoas de estatura alta e baixa, gordos e magros, negros e brancos, mulheres e homens, ricos e pobres, ilustres e desconhecidos, inteligentes e sábios, doutores e os que detêm só o conhecimento popular etc.,
         Aprendamos então a conviver com as diferenças, respeitando a individualidade e a forma que cada um vê o mundo no Senhor.

Por

Gilmar Tavares Reis