quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

MANHÃS DE DOMINGO



“A Escola Dominical nasceu na Inglaterra, em 1780. Em Gloucester, uma cidade não muito distante de Londres, residia o jornalista Robert Raikes, 44 anos, proprietário do Gloucester Journal, fundado por seu pai. Nessa época a situação moral e espiritual do país era preocupante. Raikes observou que entre as causas dos crimes e bebedices desenfreada estava a ignorância. As crianças trabalhavam durante a semana e, aos domingos, ficavam nas ruas. Para esses meninos, Raikes teve a idéia de organizar uma escola que funcionaria aos domingos, e não cuidaria apenas da educação secular, mas daria também a educação religiosa e teria a Bíblia como livro-texto. Assim, em 20 de julho de 1780, nasceu a  escola dominical.  A idéia se espalhou por todo o país. João Wesley deu total apoio ao movimento. Em 1875 organizou-se em Londres a Sociedade para Promoção das Escolas Dominicais nos Domingos Britânicos. No ano seguinte havia 200 mil crianças matriculadas. No Brasil, a primeira Escola Dominical nasceu em Petrópolis, RJ, no dia 19 de agosto de 1855, na casa do médico e missionário escocês Robert Kalley. Nesse primeiro dia havia cinco crianças presentes, e a esposa, Sarah Kalley, contou-lhes a história de Jonas”. (http://www.iprb.org.br/historia/EDB_historia.htm)

 Quero louvar a Deus pela vida de Robert Raikes, João Wesley, Robert Kalley e sua esposa, Sarah Kalley. Foram eles os precursores desse formidável trabalho realizado em pleno século XXI, em todos os países evangelizados.
A Escola Bíblica Dominical é simplesmente fantástica; é uma escola organizada. Quando ela começou, com Robert Raikes, o foco eram as crianças. Hoje se trabalha todas as faixas etárias com um ensino sistemático, por assuntos doutrinários, livros ou cartas, personagens, focando sempre a pessoa principal do evangelho, Jesus Cristo.
Foi inventado sabiamente um slogan: “A EBD é a melhor escola do mundo!” Concordo plenamente com ele, só pelo fato de que ela ensina a Bíblia, a Palavra de Deus. Estão contidos nas Escrituras os conselhos mais sábios que possam existir e em todas as direções pessoais e coletivas, para com o próximo, como expressão do relacionamento que se tem com Deus.
Atualmente, nas comunidades cristãs que priorizam um estudo de qualidade da Bíblia, é inconcebível não ter a EBDominical. As manhãs de domingo só tem sentido com a Escola Bíblica, momento de estudo, confraternização, espiritualidade cristocêntrica e muito crescimento.
Diante do apresentado, é necessário falar do foco evangelístico. A Igreja contemporânea não pode ficar só com o fortalecimento dos seus membros. A ordem de Cristo "Ide" (Mc 16.15a), nos constrange a dar prioridade a visão implantada por Raikes, inspirada em Jesus. Visar o pecador é uma tarefa intransferível da EBD!
Façamos das manhãs de domingo um tempo de qualidade.

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Pr. Gilmar Tavares Reis

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

VIDA COM DEUS I



COMO SUSPIRA A CORÇA

 “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20 RA).

          O apóstolo Paulo buscou anunciar as boas novas de salvação por todo o Império Romano. Por isso, ele fez planos para visitar Roma, a capital do Império, onde já havia uma congregação cristã. Dali ele desejava seguir até a Espanha e esperava que os cristãos em Roma o ajudassem naquela viagem. Paulo queria que eles ficassem sabendo como é que ele entendia a mensagem a respeito de Jesus Cristo.
          O escritor Luiz Sayão, comentarista do programa Rota 66, registrou no seu livro Cabeças Feitas, a fala de Tomás de Aquino, quando ele expressou na visão de Paulo as seguintes palavras: “O máximo que conhecemos de Deus é nada em relação ao que Ele é”.
          Essa frase de Aquino fazendo alusão ao pensamento de Paulo é para despertar em nós, ainda mais o desejo de ter vida e comunhão com Deus, assim como declarou o salmista a respeito do antílope: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma” (42:1 RA).
          Por mais que a corça não consiga beber toda água dos arroios, mesmo assim ela anseia por eles. Corre em tempo de seca instintivamente em direção às fontes para matar a sua sede por um pouco de tempo e voltar a ter sede, para voltar a correr rumo ao fluxo das torrentes e enquanto tiver vida viverá nesse ciclo para não morrer na sequidão do deserto ou na imensidão das matas ciliares.
          Será se é assim, como as corças, que estamos desejando ter um saciante contato com Deus? Como é possível ter esse relacionamento com um Deus que não podemos ver, ouvir ou tocar? Diga-me, quando poderemos contar com Deus?
         Essas duas ultimas perguntas que foram feitas nos atingi como uma flecha e fica dentro de nós. Conheço teólogos que ririam desses questionamentos como se fosse mais um sinal de um relacionamento com Deus egoísta. Mas creio que elas se encontram no cerne da maior parte das desilusões em relação a Deus.
          Philip Yancey dá aqui também a sua contribuição ao dizer “Em todos os nossos relacionamentos com pais, filhos, balconistas, frentistas, pastores, vizinhos; temos uma idéia daquilo que podemos dar como certo. E com Deus? Com o que podemos contar no relacionamento com Ele?”

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Pr. Gilmar Tavares Reis

VIDA COM DEUS II



 ATRIBUTOS DE DEUS

“Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20 RA).

          A lista de atributos nada tem de incomum, mas compreender a definição de cada atributo é necessário para o desenvolvimento da vida com Deus. Desta forma os atributos que descrevem o ser de Deus são: invisibilidade, mansidãomorosidade, conhecimento, sabedoria, veracidade, bondade, amor, misericórdia, graça, paciência, santidade, paz, retidão, justiça, zelo, ira, vontade – A vontade de Deus é o atributo por meio do qual ele aprova e decide executar todo ato necessário para a existência e para a atividade de si mesmo e de toda a criação”, comentou Grudem.
          Vejamos ainda outros atributos: onipotência (poder, soberania), perfeição, beleza, glória: num dos seus sentidos a palavra glória significa simplesmente “honra” ou “reputação excelente”. Esse é o significado do termo em Isaías 43.7, em que Deus fala dos seus filhos, “que criei para minha glória”, ou em Romanos 3.23, que diz que “todos pecaram e carecem da glória de Deus”. Noutro sentido, a “glória” de Deus significa a clara luz que circunda a presença de Deus. Como Deus é espírito, e não energia nem matéria, essa luz visível não faz parte do ser divino, mas é algo criado. Podemos defini-la assim: a glória de Deus é o brilho criado que circunda a revelação do próprio Deus”, afirma Grudem.
          É através desses e de outros atributos que Deus se faz conhecer aos homens. O homem, porém, que ignorar e não abrir o seu coração para tentar entender Deus pela forma que Ele intervém na condição humana, ficará a margem do Caminho.
           Uma verdade precisa ser dita, mesmo que os adeptos do relativismo questionem: se o homem ter fé em Deus, Ele é Deus para atender; entretanto, se o ser humano optar em caminhar pelo caminho da incredulidade, Deus continuará sendo quem É. Que o Senhor nos ajude a convencer os homens de seu estado de pecado e da necessidade de se ter Fé em Deus para uma vida abundante e vida eterna com Cristo.

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Pr. Gilmar Tavares Reis

VIDA COM DEUS III



COISAS CRIADAS

 “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20 RA).

          Viu Deus que era bom as coisas (o universo, os reinos: mineral, vegetal, animal e humano) que Ele criou. Conquistar um BOM de Deus é extraordinariamente excelente. E tudo que têm esse nível de excelência merece ser apreciado.
          O homem pós-moderno, que vive o ativismo exacerbado, precisa ser mais contemplativo. A exemplo do salmista, o varão precisa parar e admirar a criação de Deus com mais freqüência:“Os céus proclamam a glória de Deus, e o firmamento anuncia as obras das suas mãos. Um dia discursa a outro dia, e uma noite revela conhecimento a outra noite. Não há linguagem, nem há palavras, e deles não se ouve nenhum som; no entanto, por toda a terra se faz ouvir a sua voz, e as suas palavras, até aos confins do mundo. Aí, pôs uma tenda para o sol” (19:1-4 RA).
          Um menino certa vez estava aprendendo a tabuada de multiplicação quando, de repente, parou, fitou os olhos em sua mãe e perguntou-lhe: Então, minha mãe, é verdade que Deus fez o mundo? Fez sim, meu bem, respondeu a mãe. E as árvores nas florestas e os pássaros no céu e os bichinhos no campo? Sim, querido. O menino ficou quieto por um momento, meditando nesta grande verda de, e indagou novamente: Mas de onde Deus fez tudo, mamãe? E a boa mãe respondeu: Ele o fez do seu imenso poder e amor, meu filho.
          Admirar as obras do Senhor e glorificá-lo é também uma forma de ter ou desenvolver um relacionamento profundo com o Deus criador. Ore comigo assim: Oh! Papai querido, Criador dos céus e da terra. Que eu e meu irmão nunca percamos a sensibilidade de reconhecer os teus feitos. Ajude-me a levar pessoas que ainda não te conhecem a fazer o mesmo. Amém!   

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Pr. Gilmar Tavares Reis

VIDA COM DEUS IV



 AFIRMAR AOS HOMENS QUE NÃO HÁ DESCULPAS

 “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20 RA).

         A forma clara que o Apóstolo Paulo apresenta este texto não é para dizer que os trabalhos de evangelização são inúteis. Pelo contrário, é para afirmar que os evangelistas precisam usar o argumento da criação para ganhar pessoas para Cristo. Por exemplo: Quem fez o céu e a terra? E os mares e seus limites, que os criou? Será que existe um Ser superior detentor desse poder de criação? 
          Samuel Suana comentou que “Algumas considerações especiais devem ser feitas. A primeira, sobre a qualidade do verbo empregado na língua hebraica para criar - bará (Gêneses 1.1, 21 e 27). Bará pode significar ‘criar a partir do nada’, isto é, sem ter matéria-prima e também pode significar que não havia precedente, ou seja, algum modelo para referência. Em ambos os casos, Deus é exaltado, tanto em seu poder, quanto em sua criatividade”. É Preciso levar esse conhecimento aos pecadores para que haja o despertar da fé, do entendimento, como fora o caso do escritor aos hebreus: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio a existir das coisas que não aparecem” (11:3 RA).
          Fica aqui um conselho aos que ainda não são cristãos: na mesma proporção em que se desenvolve a perícia do homem na exploração do espaço e na análise da estrutura do átomo, assim, também deveria crescer sua consciência com relação ao poder de Deus; não obstante, não é assim que tem sido, por quê? Eles sabem quem Deus é, mas não lhe dão a glória que ele merece e não lhe são agradecidos. Pelo contrário, os seus pensamentos se tornaram tolos, e a sua mente vazia está coberta de escuridão.
          Friedrich Nietzsche (1844-1900), filósofo alemão em seu pensamento revela a influência da filosofia grega e da obra de Arthur Schopenhauer (1788-1860). Nietzsche tentou provar que os valores tradicionais representados, principalmente pelo cristianismo, tinham perdido poder na vida das pessoas, afirmando: “Chamo o cristianismo a única grande calamidade, a única grande perversão interna, o único grande instinto de ódio, que não encontra meios bastantes venenosos, suficientemente subterrâneos, bastantes pequenos; o título, única e imoral desonra da humanidade”.
          Nietzsche e qualquer outro ateu, agnóstico, naturalista, politeísta, panteísta, hedonista ou quem quer que seja, não terão argumentos diante de Jesus quando Ele perguntar: por que você não me aceitou como seu Senhor? Nesse momento os argumentos sumirão; as desculpas não terão vez. É fato que Deus não é tudo, todavia, diante de todas as coisas criadas, podemos declarar em alto e bom som que Deus está em todos os lugares, até mesmo aonde não existe oxigênio tão vital para o homem.   
          Na Carta aos Romanos aparece um aspecto completo e ordenado da epístola de Paulo. Depois de cumprimentar os leitores e discorrer do seu grande anseio de conhecê-los pessoalmente, Paulo propaga a doutrina básica: o evangelho é o poder de Deus para a salvação de todos os que o aceitam, pois "o evangelho mostra como é que Deus nos aceita: é por meio da fé, do começo ao fim" (1.16-17 RA)
          Sendo assim, não podemos deixar de pregar, pois a fé vem pelo ouvir a palavra de Deus (Romanos 10.17 RA), porém, se os homens ignorarem o evangelho, pelas coisas criadas através dos atributos invisíveis de Deus, eles não terão desculpas, serão indesculpáveis no dia do Juízo Final.

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Pr. Gilmar Tavares Reis

AMOR E PERDÃO



Não mais mostrarei amor para com a nação de Israel,
Não a ponto de perdoá-la (Os 1.6)

Qual é a relação entre amor e perdão? O que vem primeiro, o amor ou o perdão?
Em todos os casos, o perdão só é possível por causa do amor. Quando o amor se esgota, o perdão não tem a menor chance. Se o nível do amor de Deus abaixasse, a disponibilidade do perdão também cairia. É isso que o profeta Oséias quer que a nação entenda.
Esse mecanismo é de conhecimento público por causa do versículo mais conhecido e amado da Bíblia: “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).
Deus só “arrepende-se e não envia a desgraça” porque é “cheio de amor” (Jl 2.13; Jn 4.2). “Ele é misericordioso e compassivo e muito paciente porque é cheio de amor”, comentou  Elben César.
Jesus jamais faria a oração: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo” (Lc  23.34), referindo aos seus algozes, se não tivesse profundo amor por aquela turba que o maltratava e zombava dele.     
Àquele que me amou e perdoou, devo o maior respeito e a maior devoção!

Pr. Gilmar Tavares Reis