segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

VIDA COM DEUS I



COMO SUSPIRA A CORÇA

 “Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis” (Romanos 1:20 RA).

          O apóstolo Paulo buscou anunciar as boas novas de salvação por todo o Império Romano. Por isso, ele fez planos para visitar Roma, a capital do Império, onde já havia uma congregação cristã. Dali ele desejava seguir até a Espanha e esperava que os cristãos em Roma o ajudassem naquela viagem. Paulo queria que eles ficassem sabendo como é que ele entendia a mensagem a respeito de Jesus Cristo.
          O escritor Luiz Sayão, comentarista do programa Rota 66, registrou no seu livro Cabeças Feitas, a fala de Tomás de Aquino, quando ele expressou na visão de Paulo as seguintes palavras: “O máximo que conhecemos de Deus é nada em relação ao que Ele é”.
          Essa frase de Aquino fazendo alusão ao pensamento de Paulo é para despertar em nós, ainda mais o desejo de ter vida e comunhão com Deus, assim como declarou o salmista a respeito do antílope: “Como suspira a corça pelas correntes das águas, assim, por ti, ó Deus, suspira a minha alma” (42:1 RA).
          Por mais que a corça não consiga beber toda água dos arroios, mesmo assim ela anseia por eles. Corre em tempo de seca instintivamente em direção às fontes para matar a sua sede por um pouco de tempo e voltar a ter sede, para voltar a correr rumo ao fluxo das torrentes e enquanto tiver vida viverá nesse ciclo para não morrer na sequidão do deserto ou na imensidão das matas ciliares.
          Será se é assim, como as corças, que estamos desejando ter um saciante contato com Deus? Como é possível ter esse relacionamento com um Deus que não podemos ver, ouvir ou tocar? Diga-me, quando poderemos contar com Deus?
         Essas duas ultimas perguntas que foram feitas nos atingi como uma flecha e fica dentro de nós. Conheço teólogos que ririam desses questionamentos como se fosse mais um sinal de um relacionamento com Deus egoísta. Mas creio que elas se encontram no cerne da maior parte das desilusões em relação a Deus.
          Philip Yancey dá aqui também a sua contribuição ao dizer “Em todos os nossos relacionamentos com pais, filhos, balconistas, frentistas, pastores, vizinhos; temos uma idéia daquilo que podemos dar como certo. E com Deus? Com o que podemos contar no relacionamento com Ele?”

Por 

Pr. Gilmar Tavares Reis

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