sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Luis Palau (1934- )


Um menino de 12 anos, nascido na periferia de Buenos Aires (Argentina), decidiu-se por Cristo. Seu fervor era evidente, mas poucos poderiam imaginar que ainda traria mais de meio milhão de almas para o Senhor. Seu pai já havia mostrado paixão pelas almas: sendo um próspero construtor e membro da igreja dos Irmãos de Plymouth, usava seus caminhões nos fins de semana para levar crentes às cidades vizinhas para testemunhar e distribuir folhetos.
Criado neste ambiente, Luis Palau começou a evangelizar ainda na adolescência, pregando na escola e nas ruas. Quando o entusiasmo inicial se apagou, Palau afastou-se do Senhor - mas foi tão grande a sensação de vazio e de descontentamento que ele voltou - dessa vez para ficar. Aos 16 tomou a decisão: "servir apenas a Jesus Cristo e dar minha vida para sua obra".
Certa noite, ao ouvir Billy Graham pregando pelo rádio, Palau orou: "Jesus, usa-me também no rádio para trazer outros de volta a ti, da mesma forma que esse programa aumentou meu compromisso contigo". Pouco depois, a oração começou a ser respondida: logo começou um programa de rádio de sete minutos, chamado Meditação Cristã.
"Às vezes parece que estive pregando toda minha vida", comenta Palau. Embora tenha começado a pregar na Argentina ainda na adolescência, só após completar trinta anos conseguiu desligar-se de seu emprego e unir-se à SEPAL para dedicar-se de tempo integral à evangelização das massas. Na adolescência, apesar de pregar em praça pública, e seu esforço evangelístico, muito pouco acontecia. Não conseguia resultados e havia problemas em sua vida pessoal. Noites em oração, e nada acontecia. Finalmente, Palau entendeu que ele era apenas um veículo para a ação de Deus que, na sua soberania, faria a obra por meio do Seu Espírito. Essa foi sua maior batalha espiritual: deixar Deus ser Deus, e Luis Palau ser dependente dele.
Já na década de setenta, Palau e sua equipe começaram a pregar em toda a América Latina; logo chegaram convites também da Europa. No início dos anos oitenta, o ministério de Luis Palau tinha um impacto crescente e as portas começaram a se abrir em todo o mundo. A partir de então, grandes multidões têm lotado teatros, escolas e estádios para ouvir a mensagem do Evangelho. Na Hungria, falando para 12.000 pessoas, 1.000 decidiram-se. Na Rússia teve a oportunidade de falar para 40.000, e 8.500 tomaram a decisão.
Luis Palau já pregou o evangelho para 13 milhões de pessoas em 67 países, além de já ter sido ouvido por centenas de milhões pelo rádio e televisão. Palau ensina a fórmula do seu sucesso como pregador: "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim." - Gálatas 2:20.

CD_Pregue a Palavra.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

George Whitefield (1714-1770)


Conhecido como o “príncipe dos pregadores ao ar livre”, foi o evangelista mais conhecido do século XVIII. Pregou durante 35 anos na Inglaterra e nos Estados Unidos, quebrou  as tradições estabelecidas a respeito da pregação e abriu o caminho para a evangelização de massa. Enquanto jovem sua sede de Deus o tornou consciente de que o Senhor tinha um plano para sua vida. Para preparar-se, jejuava e orava regularmente, e muitas vezes ia ao culto duas vezes por dia. Na Universidade de Oxford (Inglaterra) cooperou com os irmãos John e Charles Wesley, participando com eles no “Clube Santo”.
Isso porém não o impedia de sentir-se cada vez mais distante de Deus até sua conversão, em 1735. Nas suas próprias palavras, foi como se um “fardo pesado” tivesse sido removido. Fez seu primeiro sermão na igreja em que havia sido batizado. Seu fervor era evidente; alguns zombavam, mas outros ficavam impressionados - houve a queixa de que quinze de seus ouvintes “enlouqueceram” (se converteram)! Após isso pregou a mensagem do novo nascimento e da justificação pela fé para grandes multidões em Londres, mas outros começaram a recusar-lhe o púlpito, e a se lhe opor fortemente.
Na véspera da sua separação para o ministério, passou o dia em jejum e oração. Após ser ordenado diácono e receber sua graduação, partiu para a Georgia, Estados Unidos, a convite de John Wesley, onde ajudou a fundar um orfanato. Voltou à Inglaterra três meses depois para receber o sacerdócio, na sua Igreja Anglicana. Ao perceber que muitos púlpitos ainda lhe estavam fechados, quebrou a tradição e passou a pregar ao ar livre. Afirma-se que quase nunca pregava sem chorar, e que costumava ler a Bíblia de joelhos. Tendo consagrado a vida a Cristo, orava freqüentemente. A freqüência tornara-se tão numerosa que impressionara John Wesley, que concordou em utilizar o mesmo método.
Quando retornou novamente ao serviço missionário na América, em 1739, começou um período de atividades como ministro congregacional. Jonathan Edwards realizou durante mais de um mês uma série de pregações pela Nova Inglaterra, falando a multidões de até oito mil pessoas quase todos os dias. Essa atividade missionária foi provavelmente o evento que desencadeou o movimento de reavivamento conhecido como o Grande Despertamento. Seu trabalho também lançou o alicerce para a fundação de aproximadamente 50 faculdades e universidades americanas, incluindo a Universidade de Princeton e a da Pennsylvania. Whitefield tornou-se o foco do reavivamento na América, visitando-a sete vezes, mas seu trabalho no Velho Mundo era também bastante vigoroso: em certa ocasião, na Escócia, pregou a 100.000 ouvintes, e 10.000 responderam ao apelo.
Firme defensor do Calvinismo, rompeu com o arminianismo de John Wesley em 1741, mas continuaram amigos. Com isso, passou a ser conhecido como o líder dos Metodistas Calvinistas. Whitefield continuou a pregar extensivamente nos Estados Unidos e por toda a Grã-Bretanha e Irlanda: crê-se que pregou mais de 18.000 sermões. Whitefield morreu na América, em 1770, da forma que desejara: no meio de uma série de pregações. No seu funeral, John Wesley o homenageou como um grande homem de Deus.

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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Martyn Lloyd-Jones (1899-1981)


Lloyd-Jones foi um fenômeno no movimento evangélico inglês do século XX. Enquanto estudava medicina em Londres, Martyn Lloyd-Jones esteve sob a orientação do famoso Sir Thomas Horder, o médico da corte real britânica. Horder tinha uma abordagem peculiar de diagnóstico, baseada no método socrático: reunir os fatos e raciocinar sobre eles até alcançar uma conclusão. Lloyd-Jones utilizou essa abordagem como o alicerce de sua pregação e trabalho pastoral, ao tratar dos males espirituais das pessoas. Assim, propôs o desafio de que se pensasse a fé evangélica e suas implicações para a Igreja e o mundo.
Sendo designado em 1922 assistente de Horder, o Dr. Jones logo percebeu que estava mais interessado nas necessidades espirituais das pessoas do que nas doenças físicas. Com 27 anos, sem nenhum preparo teológico, tornou-se pastor. Sua marca: ganhar as pessoas para Cristo através da pregação do Evangelho - sem tentar atraí-los com atividades sociais, mas refletindo com os ouvintes acerca da razoabilidade da fé cristã.
Lloyd-Jones enfatizava a importância do poder do Espírito Santo: "Se não há poder, não é pregação. A verdadeira pregação, no fim das contas, é Deus atuando. Não se trata de um homem meramente articulando palavras, mas Deus usando-o." Ele mesmo, como pregador, possuía eloqüência, força e paixão, ao passo que negava o rótulo de "apresentador". Mesmo sendo um avivalista, Lloyd-Jones nunca aceitou extremismos quanto à atuação do Espírito Santo, e nunca chegou a adotar uma posição carismática quanto aos dons espirituais.
O pregador doutor nunca concordou com o método evangelístico de empreender grandes cruzadas para milhares de pessoas. Seus motivos: desconfiava dos resultados a longo prazo e rejeitava a abordagem "técnica" do evangelista. Na verdade, o próprio Lloyd-Jones nunca fazia o apelo para que os ouvintes se convertessem, mas esperava que, após o sermão, fosse procurado pelos que enfrentavam problemas em sua vida espiritual.
Uma das suas contribuições para o movimento evangélico atual foi sua crítica ao secularismo/mundanismo, isto é, a tendência da Igreja de tornar-se semelhante ao mundo. Assim como os israelitas (que deveriam ser luz para os gentios) precisavam ser diferentes dos gentios em sua maneira de vestir, enfeitar-se, comer, praticar sua religião e outros aspectos culturais, a Igreja não deve vestir o manto do mundanismo nem mesmo a pretexto de atrair novos crentes: "Nosso Senhor atraía os pecadores porque Ele era diferente. Aproximavam-se dEle porque sentiam haver nEle algo diferente... E o mundo sempre espera que sejamos diferentes. Essa idéia de que poderemos ganhar pessoas para a fé cristã, se lhes mostrarmos que, afinal de contas, somos notavelmente parecidos com elas é um erro profundo, do ponto de vista teológico e psicológico".
Dedicou grande parte do final dos seus dias à publicação de livros e a visitar pequenas igrejas, encorajando-as. A maioria dos seus títulos traduzidos para o português foram publicados pela editora PES (Publicações Evangélicas Selecionadas).


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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

John Wesley (1703-1791)


John Wesley nasceu em Epworth (Inglaterra) em 17 de junho de 1703, décimo quinto dos 19 filhos do pastor Anglicano Samuel Wesley e da muito piedosa Suzana Wesley. O século XVIII era uma época de notável
decadência religiosa, acompanhada da patente hipocrisia do clero.
         Seguindo a carreira do pai, estudou na Universidade de Oxford, sendo ordenado diácono em 1725 e admitido ao sacerdócio da Igreja Anglicana em 1728. Como membro do Lincoln College, passou a residir em Oxford em 1729. Não conformado com a degeneração reinante uniu-se ao “Clube Santo”, que incluía seu irmão, Charles Wesley e, posteriormente, George Whitefield. Os membros comprometiam-se a dar um bom testemunho de sua fé, ajudavam pobres, visitavam presos e confortavam doentes, e eram bastante rigorosos em suas atividades religiosas. Isso lhes valeu o apelido de “metodistas”, uma zombaria dos colegas da Universidade.
Apesar de sua busca pela justiça, Wesley ainda sentia faltar-lhe algo, até que em 1738, ao ouvir a leitura do prefácio do comentário de Lutero da Carta aos Romanos, John passou pela seguinte experiência, narrada em
seu diário: “Cerca das nove menos um quarto, enquanto ouvia a descrição que Lutero fazia sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração”. Seu irmão Charles havia passado por experiência semelhante apenas poucos dias antes.
A intensidade desse fogo que incendiava o coração de John pode talvez ser avaliada pelos resultados: Wesley viajava cerca de 5.000 milhas (8.000 Km) por ano, pregando quatro ou cinco vezes por dia (freqüentemente ao ar livre), fundando novas sociedades, e traduzindo do grego, latim e hebraico.
          Auxiliou endividados, supria roupas e alimentos aos pobres, proveu empregos aos desempregados, implantou centros de serviços médicos e opôs-se à escravidão. Quanto a Charles Wesley, compôs cerca de 6.500 hinos, muitos dos quais cantados até hoje. John Wesley pregou seu último sermão na quarta-feira, 23 de fevereiro de 1791.


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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

SEMINÁRIO PARA CASAIS


ASSEMBLEIA DE DEUS_SEDE DE MADUREIRA_ANÁPOLIS-GO
AV. TIRADENTES, 1299

VAGAS LIMITADAS!!!

AS INSCRIÇÕES PODERÃO SER FEITAS NA SEDE DA ASSEMBLEIA DE DEUS_MADUREIRA (Av. TIRADENTES, 1299) OU NA LIVRARIA ELSHADAY (PRÓXIMO A CAIXA ECONÔMICA_CENTRO).

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Charles Haddon Spurgeon (1834-1892)



Pastor batista inglês, é chamado o “príncipe dos pregadores”. Ainda criança, sua mãe orava: “Oh, que meu filho possa viver para ti”. Filho e neto de pastores, desde pequeno convivia com um profundo sentimento de pecado. Buscando conforto, visitava uma igreja após outra, sem resultado. Aos quinze anos aumentou de tal forma seu desejo de ser salvo que ficava continuamente em oração. Nesta época, converteu-se ao visitar numa manhã de domingo uma pequena igreja metodista, onde ouviu a pregação de um sapateiro que substituía o pastor ausente. A pregação foi simples e breve, baseada em Isaías 45:22: “Olhai para mim, e sereis salvos.” O sapateiro, embora indouto, expôs o texto com clareza suficiente para marcar o coração de Spurgeon. Logo foi batizado, e imediatamente começou a distribuir folhetos, aproveitando cada oportunidade. A oração de sua mãe fora respondida. 

Ainda em 1849, filiou-se a uma igreja batista. Com 16 anos pregou seu primeiro sermão numa casa de campo, e passou a pregar regularmente para uma congregação batista aos 17. Aos 18 foi separado para o ministério, mas rejeitou o título de “reverendo” por questão de princípios, e recusou-se a ser ordenado. Aceitou o convite de tornar-se o pregador da pequena igreja de New Park Street, em Londres, onde havia um grupo de intercessores que rogava incessantemente por um avivamento. Com essa igreja continuou durante trinta e oito anos. Durante muitos anos não havia órgão. Para muitos, as orações eram a parte mais sublime dos cultos; para outros, o ponto alto era o sermão de Spurgeon. O templo teve de ser ampliado algumas vezes, e mesmo assim não comportava as multidões que desejavam ouvir o jovem pregador. Foi necessário alugar o Auditório Musical de Surrey Gardens, o maior prédio de Londres, com capacidade para 12.000 pessoas. No culto inaugural o prédio estava superlotado e havia 10.000 pessoas do lado de fora, sem poder entrar.

Em 1861 foi aberto o grande Tabernáculo Metropolitano, onde Spurgeon pregava aos domingos e quintas-feiras. Através de um programa de colportagem seus sermões de domingo e outras literaturas cristãs eram distribuídos literalmente às toneladas. Recebia grandes somas de dinheiro, mas era generoso com os pobres e fundou um orfanato, em 1867.

Certa edição da Encyclopaedia Britannica declarou a respeito dos seus sermões: “São um modelo de exposição puritana e de apelo à consciência individual através da emoção”. No entanto, sua pregação era também “iluminada por freqüentes toques espontâneos de humor.” Sempre manteve uma posição bíblica e conservadora, rejeitando o liberalismo teológico. Mesmo não tendo recebido a formação duma faculdade, seus sermões revelam que lia bastante, e foi tido como um dos homens mais cultos de seu tempo. Após o período de controvérsias, sua saúde debilitou-se bastante e ele foi levado a recuperar-se no sul da França, onde morreu em 1892. Seu corpo foi trazido de volta para a Inglaterra, e no seu túmulo há o epitáfio: “Aqui jaz o corpo de Charles Haddon Spurgeon aguardando o aparecimento do seu Senhor e Salvador Jesus Cristo.”


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sábado, 10 de setembro de 2011

Dwight Lyman Moody (1837-1899)


Moody é considerado o pai do movimento de evangelização, e ganhou aproximadamente quinhentas mil almas para Cristo. Descendente de lavradores pobres, era o sexto entre nove filhos. Cedo ficou órfão de pai, que os deixara endividados, e os credores apossaram-se de tudo, até da lenha que os aquecia no rigoroso inverno. Consta que não faltavam conselhos para que sua mãe entregasse os filhos para que outros criassem. Dedicada e decidida, contudo, a mulher os criou em seu lar, na doutrina unitarista. No entanto, não houve dinheiro para enviar o jovem Moody para a escola. Como conseqüência, ele nunca foi capaz de falar corretamente.

Aos 17 anos Moody saiu de casa para trabalhar na loja de sapatos do seu tio, em Boston. Em 1856, época em que os congregacionais da região estavam em meio a um reavivamento, recebeu certa manhã uma visita especial: durante o expediente na loja, foi visitado pelo seu professor da Escola Dominical, que acreditava que tinha de falar-lhe de Cristo. Em poucas palavras, falou do amor que Jesus tinha por ele e do amor que esperava em retorno; colocou a mão sobre seu ombro e convidou-o a vir para Cristo. Lá, nos fundos da loja, Moody recebeu a Cristo.

Moody tinha um forte desejo de ficar rico. Foi para Chicago, onde seu negócio de sapatos e botas prosperou rapidamente. Imediatamente após sua conversão, começou a agir como um novo homem. O costume da época era alugarem-se os assentos nas igrejas. Moody pagou um banco e o enchia com homens que ele tirava das ruas. Depois pagou outro, um terceiro e um quarto banco, que enchia com homens e meninos. Buscando alcançar as crianças, Moody tornou-se também professor da Escola Dominical. Em sua primeira manhã, reuniu 18 meninos de rua. Logo o número destes chegou aos 600. Certo dia em que Moody resolveu fazer algumas visitas evangelísticas, pecadores converteram-se a Cristo. Isso lhe marcou tanto que Moody desligou-se do lucrativo negócio e passou a dedicar-se exclusivamente à evangelização.

Sua Escola Dominical em North Market Hall tornou-se em 1863 a Igreja de Illinois Street. Esta, com o tempo, passou a ser a Igreja Chicago Avenue, onde ele era pastor leigo. Hoje é conhecida como Moody Memorial Church. Em 1870 uniu-se ao cantor e compositor de hinos Ira David Sankey numa série de cultos evangelísticos nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Homem de oração, suas são as palavras: “Se estamos cheios do Espírito Santo, ungidos, nossas palavras alcançarão os corações do povo”. Seus sermões coloridos e dramáticos, sua convicção intensa, a voz agradável de Sankey e seus hinos comoventes conduziram multidões aos pés do Senhor.

Apesar de iletrado, Moody valorizava a educação: em 1879 abriu o Seminário para Moças de Northfield; em 1881, a Escola Monte Hermon para Moços, e em 1889 fundou em Chicago o Instituto Bíblico, hoje em dia conhecido como Moody Bible Institute, para treinar obreiros cristãos.


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terça-feira, 9 de agosto de 2011

MAL QUE NÃO QUERO


Fico analisando o Apóstolo Paulo, que tinha de pequeno só o significado do seu nome, Pequeno. Não obstante, ele já tinha um grande destaque antes mesmo de se converter com um nome romano, Saulo. Depois de se decidir por Cristo, recebeu o título de Apóstolo dos gentios. A sua mente consegue conceber o que significa isso?
O maior vulto da Igreja primitiva (At 13.9). Israelita da tribo de Benjamim (Fp 3.5) e fariseu (At 23.6), era cidadão romano por ter nascido em Tarso. Foi educado em Jerusalém aos pés de um grande mestre, Gamaliel (At 22.3; 26.4-5).
De perseguidor dos cristãos (At 8.3), passou a ser pregador do evangelho, a partir de sua conversão (At 9). De Damasco foi à Arábia (Gl 1.17). Voltando para Damasco, teve de fugir (At 9.23-25). Em Jerusalém os cristãos tinham receio dele (At 9.26-28), mas Barnabé o levou aos apóstolos. Fico imaginando a cara dos apóstolos quando o viram. Penso que eles ficaram com a crise dos três nós (1. Engolir seco; 2. Frio na barriga; e 3. Sensação horrível no baixo ventre).
Foi enviado a Tarso (At 9.30), e de lá, Barnabé o levou a Antioquia da Síria (At 11.19-30).
Com vários companheiros Paulo realizou três viagens missionárias (At 13-20). Em Jerusalém enfrentou a fúria dos opositores, indo parar em Cesaréia (At 21.17-23.35), onde compareceu perante Félix, Festo e Herodes Agripa II (At 24-26). Tendo apelado para o Imperador, viajou para Roma, onde permaneceu preso durante 2 anos (At 27-28). Lá escreveu aos Efésios, Filipenses, Colosenses e a Filemom.
Além disso escreveu mais nove cartas. Diz a tradição que foi libertado e realizou trabalhos missionários por mais 3 anos. Foi preso novamente e executado em Roma, provavelmente em 67 d.C., no tempo do Imperador Nero.
Com essa história grandiosa de vida e ministério, Paulo tinha um dilema. Diante desse conflito o apóstolo chega a confessar: “Porque não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço” (Romanos 7:19 RA). Hendriksen, no comentário de romanos, observou (2011. p. 296):
 
“Pode parecer que Paulo, por meio dessa linha de raciocínio, esteja fugindo à responsabilidade de seus próprios pecados. Todavia, esse não é realmente o caso. Dois fatos permanecem sendo verdadeiros: (a) mesmo o invasor não é totalmente um estranho, mas é a própria natureza pecaminosa de Paulo; e (b) um intruso, um invasor ilegal, não deve ter permissão para permanecer”.

Se Paulo tinha essa subversão, o que posso dizer de mim?
Na verdade, sem fugir de minha responsabilidade, tenho feito muito que não quero. Sei do ensino bíblico sobre o perdão e quero perdoar, entretanto, não perdoo. Quando me ferem o rosto, não tenho virado a outra face. A segunda milha não tem feito parte do meu vocabulário. O velho homem tende a se manifestar e por vezes me pego brigando comigo mesmo sobre o porquê o velho homem ainda está em mim.
Aprendi logo cedo, início de minha fé, que um homem de Deus precisa sempre ser proativo, agir com base em princípios, contudo, ajo reativamente, no calor da raiva. Tenho sempre partido para o confronto de idéias. Por que faço isso? Por que sou assim? Paulo fazia o que não queria, todavia, não sou Paulo, não sou Davi, não sou Sansão, não sou Caim, não sou Judas, não sou Ananias e muito menos Safira. Quem sou eu? Na verdade quem sou eu, eu ainda não sei. Só sei que não quero ser mais assim... ficar assim...
Jesus se tu achares graça em mim, use de misericórdia e me ajude a vencer. Os dias são maus, as famílias estão em crise, a Assembleia de Deus no Brasil completou 100 anos de história, já está uma senhora de melhor idade, cresceu, e com isso os problemas também. Não quero ser um problema. Quero fazer parte da solução.
Recente ouvi de um amigo, amigo mesmo, pois só amigo diz o que ele disse, pois ele visava o meu bem; que sou chato, complicado... Concordo com ele, porém não quero ser assim. Quero ser uma nova criatura. Quero ser uma pessoa que quando vierem a mim ou estiverem perto de mim, que achem algo que acrescente a suas vidas positivamente. Que as pessoas saiam de diante mim melhores e não piores, amarguradas, com sentimento de morte.
Quem lê esse texto até aqui, peço que ores por mim. Que eu consiga produzir o fruto do Espírito Santo. Que através de meus poros transpire vida. Até porquê quem veio pra matar já está derrotado, logo, logo encontrará o seu fim; não obstante, quem dá vida em abundancia, é Eterno.

Por

Pr. Gilmar Tavares Reis      

quinta-feira, 14 de julho de 2011

PERGUNTAS RESPONDIDAS SOBRE SEXO COMENTADAS POR UM PASTOR (III)


Redação, iG São Paulo

Sexo oral

13. Receber sexo oral com frequência pode provocar infecção de urina? 

Sim. O pH da vagina é totalmente ácido, enquanto o pH da saliva é alcalino; isso pode deixar a região propícia para a proliferação de germes e bactérias. É recomendável que a mulher faça higienização da região com água e sabonete íntimo logo após relação. Esse produto tem o pH adequado e irá devolver a acidez para a vagina. (Eliano Arnaldo José Pellini, ginecologista)

Pastor: Na verdade não somos irracionais. Os animais são quem cheiram, lambem etc, a genitália do seu macho ou de sua fêmea. Além da proliferação de germes e bactérias, a alma fica doente, pois esse tipo de prática se encaixa no primeiro item das obras da carne (Gálatas 5.19-21), (William Barcley. As Obras da Carne e Fruto do Espírito, p. 25-29). Porneia é um termo muito amplo. Não diz respeito a só prostituição. O Pr Alan Brizotte diz no seu livro: Deus está na sua Casa?p. 71, que: "Quando olhamos no mundo da atualidade, a sensação que temos é de uma guerra aberta contra a mentalidade de sexualidade sadia, saudável. É como se o sexo só proporcionasse prazer quando alienado da pureza, quando praticado em ambiências marginais" Bem, cada parte do nosso corpo foi feito com uma função definida, especifica e o encontro sexual do casal hétero casado pode ser muito prazeroso na simplicidade do ato conjugal. Medite nesse texto. Ele foi escrito depois de Paulo ter falado sobre as obras da carne: “a respeito das quais eu vos declaro, como já, outrora, vos preveni, que não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gálatas 5:21c RA)


14. Acabo de terminar um relacionamento e foi muito sofrido. Sinto que preciso ficar sozinha, mas minhas amigas dizem que eu preciso de uma nova aventura para preencher a cabeça. Fico indecisa... 

É natural que você precise de um tempo para recompor uma nova visão e perspectiva de vida. E a necessidade de ficar sozinha nem sempre é depressão, pode ser tristeza por conta da perda. Um terapeuta poderá orientá-la a entrar em contato com esse momento de elaboração de tudo o que aconteceu e está ainda presente dentro de você. Quanto às amigas, se elas estão insistindo tanto, vale à pena pensar se a sua atitude não está sendo radical. (Luiz Cuschnir, psiquiatra)

Pastor: Cuidado com os conselhos, principalmente de amigos que não são cristãos. Veja se os conselhos têm fundamento bíblico. A escolha do cônjuge sempre é nossa. Infelizmente as pessoas não prestam atenção nos sinais. Não podemos culpar ninguém pelo erro. Nem Deus, que tem todo o poder e nem o diabo, que não tem poder para nos obrigar a nada. Lembre-se! Observe os sinais com os olhos bem abertos para ESCOLHA do cônjuge. Veja se é cristão compromissado. Se é de família que tem princípios bíblicos. Se é gentil, carinhoso (a), amável... Se é trabalhador (a). Sé é estudioso (a). Se tem sonhos, projetos etc. Se os sinais são contrários a isso, escape por tua vida. É fria. Aprenda com os erros dos outros e não queria erra para aprender essa lição, porque poderá ser muito tarde. Agora se já casou, resolva os problemas durante o casamento, pois os problemas gerados com a separação são maiores. Lembrando que a separação, o divórcio é uma tragédia para qualquer pessoa.     

15. Meu marido é uma ótima pessoa, mas extremamente folgado. Suja e não lava, bagunça e não arruma. Sei que isso é reflexo dos paparicos da mãe dele, mas não concordo. Como convencê-lo a cooperar? Já conversei com ele umas 300 vezes! 

Que saco, não? Pelo jeito ele não está mais em fase de aprendizado, nem de alfabetização. Se você o vê como ótima pessoa e consegue não misturá-lo com a imagem da mãe dele, nem estragar a relação que tem com ela, aproveite o que há de bom aí. Se houve tanto tempo gasto com essa questão, e isso foi desgastante para você, repense se vale a pena "estar certa". Pense também se você não está sendo igual a sua mãe, que não deixa nada bagunçado. (Luiz Cuschnir, psiquiatra)

Pastor: O machismo produziu ao longo da história várias gerações de homens assim. Ele e vários outros tem o pensamento de que a atividade domestica é de responsabilidade da mulher. Essa “folga” na verdade é um jeito de dizem: “Isso é coisa de mulher, da responsabilidade delas”. O que muitos ainda não perceberem é que os tempos mudaram. Hoje a mulher trabalha fora. Com isso ela passou a trabalhar muito mais do que o homem. Além de ter que dar conta das atividades de casa, ainda ajudam à pagar as contas pra vê se a vida não fica tão apertada. Ei marmanjo de plantão! Se a sua esposa ajuda com as despesas de casa, por que você não pode lavar os pratos, as roupas e passá-las? E o que dizes de dar banho nas crianças, fazer mamadeira, trocar as fraldas, arrumar e levar ao colégio, colocar pra dormir e ajudar com as tarefas? Será se você vai esperar o teu casamento entrar em crise para acorda pra vida? Fica esperto meu caro. Alguns acham que vão deixar de ser homens se pegar em uma panela pra cozinha um arroz. Não vou te enganar. Se continuares assim, tu vais perder o seu casamento. Não estou te amaldiçoando, estou te precavendo.   

16. Com quantos anos de casamento é prudente pensar em filhos? 

Vários fatores podem determinar um bom momento para os filhos: tempo de casados, idade de cada um, se é o primeiro casamento, o momento profissional, condições financeiras, etc. Há muitas formas de decidir também: deixar para a sorte, preparar a data da gravidez, verificar a estabilidade da relação, entre outras. Na verdade, os “filhos” deveriam ser pensados desde o início do casamento. Escolher alguém que possa ser o pai ou a mãe de um filho é um bom critério para eleger o cônjuge. (Luiz Cuschnir, psiquiatra)

Pastor: Luiz Cuschnir foi muito sábio nessa resposta. Concordo com o que ele falou fazendo só a seguinte observação. Não existe sorte na vida do crente. Nada acontece por acaso na vida do cristão. Pr. Kolenda Lemos disse certa vez para seus alunos no IBAD (Instituto Bíblico das Assembleias de Deus_Pindamonhangaba-SP) que é "inimigo do acaso, porque crê na providência de Deus". 

17. Meu “namorido” definitivamente não sabe lidar com dinheiro. Torra tudo que ganha. Agora ele quer se casar comigo, mas estou com medo de não prosperar ao lado dele. Devo falar isso? Sei que vou magoá-lo. 

Ele é como é. Não espere mais do que isso. O que vier é lucro, e mudar alguém só porque vai morar junto é um desgaste que pode custar caro. Se você é boa nisso, sabe como fazer para prosperar e cuidar do dinheiro e patrimônio, então proponha uma maneira de administrar o que será do casal. Contudo, dizer que ele “não sabe lidar com o dinheiro que é dele” pode mesmo ser intrusivo da sua parte. (Luiz Cuschnir, psiquiatra)

Pastor: Primeiramente resolva essa situação do casamento. Não vivas amasiado (a). Segundo, existe jeito pra tudo nessa vida, principalmente para o descontrole financeiro. Quero recomendar um livro: O Seu Dinheiro. Um guia bíblico para ganhar, gastar, economizar, investir, contribuir e livrar-se das dívidas, de Howard Dayton (CROWN FINANCIAL MINISTRIES) É dele o seguinte ensino:

CONHECENDO A DEUS

            A razão básica pela qual falhamos em reconhecer a parte de Deus é que não entendemos quem e Deus. Não é comum termos uma admiração genuína pelo Senhor "que estendeu os céus e fundou a terra" (Isaias 51:13). Nossa tendência é diminuir a imagem que temos de Deus e encaixá-lo em uma forma com habilidades e limitações humanas. No entanto, podemos expandir nossa visão para capturar a verdadeira perspectiva de Deus, estudando o que a Bíblia diz sobre Ele. O que vem a seguir é apenas uma amostra:

Senhor do Universo

            O poder do Senhor é incompreensível para nos humanos. Por exemplo, os astrônomos. estimam que ha mais de 100 bilhões de galáxias no universo e que cada uma contém bilhões de estrelas. A distancia entre o final de uma galáxia e a outra é sempre medida em milhões de anos-luz. A grandiosidade do universo é espantosa para nossas mentes.Em Isaias 40:26 lemos: "Levantai ao alto os vossos olhos, e vede. Quem criou estas cousas? Aquele que faz sair o seu exército de estrelas, todas bem contadas, as quais ele chama pelos seus nomes; por ser ele grande em forca e forte em poder, nem uma só vem a faltar."

Senhor das Nações

            Examine o papel e a posição do Senhor em relação as nações e as pessoas. Isaias 40:21-24 diz: "Acaso não sabes? Porventura não ouvis'?... Ele é o que esta assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos...é ele quem reduz a nada os príncipes, e torna em nulidade os juízos da terra. Mal foram plantados e semeados... ja se secam quando um sopro passa por eles"
E em Isaias 40:15, 17 lemos: "Eis que as nações são consideradas por ele como um pingo que cai dum balde, e como um grão de pó na balança... Todas as nações são perante ele como cousa que não e nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo."

Senhor do Individuo

            Deus não é uma "força" distante, desinteressada. Pelo contrario, Ele esta envolvido, de forma intima, com cada um de nos como indivíduos. Salmo 139:3-4, 16 revela: "Todos os meus caminhos são bem conhecidos por ti. Antes mesmo que a palavra me chegue a língua, tu ja a conheces inteiramente... todos os dias determinados para mim foram escritos no teu livro antes de qualquer deles existir"(NVI). O Senhor está tão envolvido em nossas vidas e nos assegura que, "Ate os cabelos todos de nossa cabeça estão contados" (Mateus 10:30). Nosso Pai celestial e Aquele que mais nos conhece e nos ama.
Deus pendurou as estrelas no espaço, desenhou as montanhas altaneiras e os oceanos poderosos e determinou o destino das nações. Jeremias observou de modo correto: "Cousa alguma to e demasiadamente maravilhosa" (Jeremias 32:17). No entanto, Deus sabe quando um pardal cai no chão. Ele e o Senhor do infinito e do infinitesimal.
Em resumo, revisemos qual e a parte de Deus. Ele e o dono, ele tem o controle de todas as circunstancias e prometeu it ao encontro de nossas necessidades. Em outras palavras, o Deus que criou o mundo e o mantém e capaz de cumprir Suas responsabilidades e manter Suas promessas. No entanto, a parte de Deus e apenas metade da equação. E a mais importante, mas, ainda, apenas metade. No capítulo seguinte, você começara a examinar a outra metade, a nossa parte.

Adquira o livro e aprenda para vitória.


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Pr. Gilmar Tavares Reis

segunda-feira, 11 de julho de 2011

PERGUNTAS RESPONDIDAS SOBRE SEXO COMENTADAS POR UM PASTOR (II)

Redação, iG São Paulo


8.      Eu só consigo me excitar imaginando situações eróticas. Mesmo achando o meu namorado atraente, não me concentro propriamente nele. Penso em filmes, fotos, contos... Posso ter algum tipo de desvio? 

Não. Isso não caracteriza nenhum tipo de desvio. Quase todas as pessoas têm fantasias sexuais. Existem as que não sentem muito prazer, e até mesmo são incapazes de atingir o orgasmo sem recorrer a elas. Com as fantasias, a vida sexual ganha uma diversidade que seria impossível no dia a dia. Por mais que exista grande atração entre um casal, a excitação não se dá sempre da mesma forma, tem altos e baixos. Lançar mão desse recurso funciona, muitas vezes, como estimulante para se recuperar a intensidade do desejo. E a variedade é grande: cenas, lugares, pessoas, podendo ser, em alguns casos, sobre um parceiro mais desejável do que aquele com quem se está fazendo sexo. (Regina Navarro Lins, psicanalista e colunista do Delas)

Pastor: Sim. Tá desviada dos caminhos de Jesus Cristo. O próprio asseverou: “Mas eu lhes digo: quem olhar para uma mulher e desejar possuí-la já cometeu adultério no seu coração” (Mateus 5:28 NTLH). É verdade que todos somos tentados, mas nunca podemos permitir que um “...pássaro faça ninho em nossa cabeça”, afirmou Martinho Lutero. Temos que estar com o nosso cônjuge de corpo, alma e mente.

9.      Já trai o meu marido e tive um orgasmo incrível, mas em sonho... Achei muito estranho! É mesmo possível ter um orgasmo dormindo? 

É possível sim e pode ocorrer durante a fase REM do sono, que é mais leve. Dependendo de como foi o dia (estímulos, sensações, sentimentos) da mulher, ela pode ter um orgasmo dormindo. (Amaury Mendes de Araújo Junior, sexólogo)

Pastor: Verdade. Todos podem gozar enquanto estão dormindo. No caso do homem acontece a polução noturna e na mulher a vagina produz fluidos que chegam a escorrer. Contudo, fica um conselho bíblico: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se  alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Filipenses 4:8 RC). Fazendo assim, falaremos como o salmista: “Quando me deito, durmo em paz, pois só tu, ó SENHOR, me fazes viver em segurança” (Salmos 4:8 NTLH). Segurança até nos sonhos.
  


10.      Minha relação sexual dura de 20 minutos a 30 minutos. É um bom tempo?

A sociedade sempre quer dados estatísticos para mensurar o que é relativo e pessoal, e isso é o menos importante. É preciso entender que o organismo masculino é muito diferente do feminino. Em média, um homem demora de 3 minutos a 4 minutos para ficar excitado e ejacular, enquanto a mulher precisa de pelo menos 20 minutos para ficar lubrificada. Além disso, a excitação da mulher não é apenas física, ela é composta por etapas e tem todo um respaldo emocional que resultará nas reações físicas do orgasmo. Se o sexo está bom com o seu parceiro, então isso é o que importa. (Amaury Mendes de Araújo Junior, sexólogo)

Pastor: Concordo. A duração em estatísticas não é importante. Li um livro com o título: O Sexo Começa na Cozinha. Ou seja, tudo o que acontece durante o dia na vida do casal hétero casado proporcionará um maravilhoso encontro sexual. O homem está pronto mais rápido, porém Deus fez a mulher com a capacidade emocional mais estabilizada para o afeto, carinho, envolvimento. Se não tivesse sido assim, não seriamos diferentes dos animais irracionais.

11.      Qual é a posição que eles mais gostam? 

O homem prefere todas as posições que dão a idéia de domínio sobre a parceira, e a preferida é com ela “de quatro”. Apesar de não ser a posição ideal para a mulher, pois não favorece o orgasmo, o imaginário feminino pode ser aguçado pela imaginação de total entrega e confiança no parceiro. (Amaury Mendes de Araújo Junior, sexólogo)

Pastor: Tim e Beverly LaHaye (cristãos autores do livro: Ato Conjugal_p.82) dizem que há quase 100 posições diferentes para o ato conjugal. O problema é que para se realizar todas elas a pessoa precisa ser quase um acrobata (rsrsrs). Na verdade o casal deve procurar a melhor para a felicidade dos dois.

12.      Estou pensando em ter relações sexuais com meu namorado em uma piscina ou no mar (essa é uma vontade dele). Posso pegar algum tipo de infecção na água? E na banheira? 

A água não é um bom condutor para o sexo, pois pode diminuir a lubrificação e provocar um pouco de atrito na hora da penetração, mas vale pela brincadeira. É bom lembrar que o mar, a piscina ou a banheira alteram o pH vaginal, o que desequilibra a flora e pode deixar o ambiente propício para o aumento de germes pré-existentes na vagina. Isso pode gerar infecções como candidíase, tricomoníase e vaginoses. (Amaury Mendes de Araújo Junior, sexólogo).

Pastor: Sim. Pode pegar infecção. Principalmente na alma, quando vc faz sexo com qualquer pessoa que não seja o seu cônjuge. E fica esse alerta do sexólogo para os casais héteros casados. Escolham bem o lugar do sexo. Que nenhum casal cometa atentado violento ao puder. Seria muito triste e constrangedor tirar um casal cristão da cadeia por causa desse crime. 

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Pr. Gilmar Tavares Reis

sábado, 11 de junho de 2011

ESPECIALISTAS DESVENDAM OS MITOS E AS VERDADES SOBRE O ORGASMO


Tatiane Moreno

No dicionário ele aparece com a seguinte descrição: "sm (do gr orgázo) 1. Excitação do funcionamento de um órgão, muitas vezes com turgescência. 2. Grau máximo de excitação na cópula carnal, com satisfação do desejo venéreo". 

Mas, na prática, uma única palavra pode resumir tudo isso: orgasmo.

Considerado ainda um tabu, o orgasmo nada mais é do ápice do prazer ou o que chamamos de clímax. Porém, alcançá-lo não é tão simples quanto parece: exige muito estímulo e excitação.

Algumas mulheres dizem que quando "ele" dá as caras é algo indescritível. "Sempre quis explicar, mas nunca consegui, é muito estranho. Muitas amigas minha dizem que é a mesma sensação de comer chocolate. Eu não acho, apesar de amar chocolate", afirma a assessora de imprensa Angélica Motta, de 37 anos. 

Outras vão além e descrevem como "algo maravilhoso e emocionante" ou que "é como estar descendo na maior montanha russa do mundo". O fato é que quem sentiu sabe que já teve um, mas quem tem dúvidas provavelmente não chegou "lá".

Para esclarecer algumas dúvidas que giram em torno do assunto, o eBand conversou com a ginecologista Flávia Fairbanks, especialista em Endometriose, Sexualidade Humana e Reprodução Humana, e com o sexologista e terapeuta Sexual João Borzino.

Durante a entrevista, eles falaram sobre os mitos e as verdades do ponto máximo do prazer. 

1. O orgasmo é sempre muito intenso.
Dra. Flávia Fairbanks: Mito. De acordo com a intensidade do estímulo e disposição da mulher, bem como o grau de excitação, pode haver diferentes graus de contração da musculatura profunda da pelve, que é a principal sensação percebida no orgasmo.

Dr. João Borzino: Mito. O orgasmo vai desde um "arrepio" até um "tsunami". Tudo depende do estado de excitação que se atinge. As mulheres levam vantagem: ainda por cima podem ter orgasmos múltiplos.
 
2. É possível atingir o orgasmo nas preliminares. 
Dra. Flávia Fairbanks: Verdade. Se a paciente estiver no grau máximo de excitação não será necessário estímulo acessório, só os estímulos das preliminares já podem conduzí-la ao orgasmo.

Dr. João Borzino: Verdade. É possível e saudável. As pessoas elegem a penetração como o momento mais importante e seria um desperdício ter um orgasmo nesse momento. Nada a ver, bobagem!

3. O orgasmo masculino é a ejaculação. 
Dra. Flávia Fairbanks: Mito. O orgasmo masculino também é representado pelas contrações musculares da pelve que, por si, desencadeiam a ejaculação.

Dr. João Borzino: Mito. Orgasmo e ejaculação são coisas distintas. Aqui no Ocidente costumam acontecer juntas, porém em alguns lugares do Oriente existem homens que têm o orgasmo, mas não ejaculam. 

4. O tempo do orgasmo masculino e feminino é igual. 
Dra. Flávia Fairbanks: Mito. A intensidade das contrações e sensações pode variar de acordo com o estímulo prévio.

Dr. João Borzino: Mito. O orgasmo feminino tende a ser um pouco mais longo. 

5. A mulher atinge o orgasmo em todas as relações sexuais, mesmo sem perceber.
Dra. Flávia Fairbanks: Mito. Há muitas mulheres que se sentem satisfeitas com o ato sexual sem que, necessariamente, tenham sido desencadeadas as sensações do orgasmo.

Dr. João Borzino: Mito. O orgasmo sempre é perceptível. Quem nunca teve é que fica em dúvida. A mulher pode muito bem ter uma relação sem orgasmo. Tudo depende do momento e de seu estado de humor.

6. Ansiedade, estresse e nervosismo podem dificultar o orgasmo.
Dra. Flávia Fairbanks: Verdade. A paciente pode não conseguir relaxar o suficiente para atingir esse grau de sublimação.

Dr. João Borzino: Verdade. Essas situações podem atrapalhar qualquer coisa na vida.

7. O verdadeiro orgasmo só ocorre quando existe amor entre o casal.
Dra. Flávia Fairbanks: Mito. O orgasmo é secundário a estímulos sexuais que podem ocorrer mesmo sem envolvimento amoroso entre o casal. O necessário é um bom entrosamento "sexual", mas , sem dúvida, quando além disso também há amor, o sexo é muito melhor.

Dr. João Borzino: Balela gigante. Orgasmo é orgasmo, o que muda é a intensidade. Claro que quanto melhor a sintonia do casal, melhor ele pode ser. 

8. Homem e mulher devem sentir orgasmo ao mesmo tempo para ser prazeroso.
Dra. Flávia Fairbanks: Mito. A velocidade da obtenção do orgasmo não tem relação direta com a satisfação, ambos podem se sentir satisfeitos mesmo que um deles nem tenha atingido o orgasmo.

Dr. João Borzino: Mito. Uma das maiores baboseiras já idealizadas. Este tipo de besteira ainda por cima leva à pressões inúteis e que prejudicam gravemente a interação do casal. Cada um no seu tempo!

9. A mulher só sente que atingiu o orgasmo quando solta um líquido igual ao do homem. 
Dra. Flávia Fairbanks: Mito. Poucas mulheres soltam líquido no orgasmo, mas a maioria sente as contrações musculares pélvicas.

Dr. João Borzino: Mito. Mulheres não ejaculam. A chamada ejaculação feminina não é uma ejaculação real. É sabido que aproximadamente 20% das mulheres podem produzir um excesso de lubrificação que pode ser expelido em esguicho com a contração pélvica na hora do orgasmo. 

10. A posição do casal influencia na hora de atingir o orgasmo. 
Dra. Flávia Fairbanks: Verdade. Quanto mais estímulo houver sobre a região clitoriana, maior a facilidade feminina de atingir o orgasmo.

Dr. João Borzino: Verdade, pois isso depende do gosto de cada um. Toda posição que for mais estimulante e excitante facilita tudo. Não existe fórmula: isso depende do gosto, é individual e varia com o estado de humor. 

11. É possível ter mais de um orgasmo em uma única transa. 
Dra. Flávia Fairbanks: Verdade. A mulher pode ser reconduzida a um estado  de alta excitação e ter mais de um orgasmo, mas isso não é regra e não ocorre com todas as mulheres, havendo aquelas que relaxam muito após um orgasmo e precisam descansar.

Dr. João Borzino: Verdade. Isso é mais fácil para as mulheres. Homens geralmente precisam de um tempinho para se recuperar.

12. O uso da camisinha dificulta o orgasmo da mulher. 
Dra. Flávia Fairbanks: Mito. Se houver estímulo intenso sobre o clitóris ou vagina é possível ter orgasmo tão bem quanto sem a camisinha.

Dr. João Borzino: Bobagem. O que interessa é o estímulo da penetração e como a mulher recebe o estímulo. 

13. O homem sempre sabe quando a mulher finge o orgasmo. 
Dra. Flávia Fairbanks: Mito. Quem percebe a sensação é a mulher, que é a única capaz de saber se teve ou não as contrações ou se fingiu.
 
Dr. João Borzino: Nem sempre. Tem cada artista por aí... 

14. Movimentos frenéticos ajudam a alcançar o orgasmo. 
Dra. Flávia Fairbanks: Meio mito, meio verdade. Se esses movimentos ajudarem a mulher a friccionar o clitóris eles podem ajudar a alcançar o orgasmo.

Dr. João Borzino: Meio mito, meio verdade. Isso depende de cada um. 

15. Não chegar ao orgasmo com frequência indica um problema de saúde. 
Dra. Flávia Fairbanks: Verdade. Se a paciente nunca atingiu o orgasmo pode ser portadora de anorgasmia, transtorno que deve ser abordado por especialista, pois exige tratamento. Isso só vale para a paciente que se queixar de que isso é realmente um problema para ela. Existem mulheres que não atingem orgasmo frequantemente, mas isso para elas não é problema, pois ficam satisfeitas mesmo nas relações em que não têm orgasmo; nesses casos não há problema de ordem sexual ou médica, é muito importante ressaltar essa informação.

Dr. João Borzino: Significa que a pessoa anda muito estressada, magoada com o parceiro ou teve uma criação muito repressora que inibe a entrega e prejudica o orgasmo. Sendo assim, precisa de tratamento.