segunda-feira, 17 de outubro de 2011

John Wesley (1703-1791)


John Wesley nasceu em Epworth (Inglaterra) em 17 de junho de 1703, décimo quinto dos 19 filhos do pastor Anglicano Samuel Wesley e da muito piedosa Suzana Wesley. O século XVIII era uma época de notável
decadência religiosa, acompanhada da patente hipocrisia do clero.
         Seguindo a carreira do pai, estudou na Universidade de Oxford, sendo ordenado diácono em 1725 e admitido ao sacerdócio da Igreja Anglicana em 1728. Como membro do Lincoln College, passou a residir em Oxford em 1729. Não conformado com a degeneração reinante uniu-se ao “Clube Santo”, que incluía seu irmão, Charles Wesley e, posteriormente, George Whitefield. Os membros comprometiam-se a dar um bom testemunho de sua fé, ajudavam pobres, visitavam presos e confortavam doentes, e eram bastante rigorosos em suas atividades religiosas. Isso lhes valeu o apelido de “metodistas”, uma zombaria dos colegas da Universidade.
Apesar de sua busca pela justiça, Wesley ainda sentia faltar-lhe algo, até que em 1738, ao ouvir a leitura do prefácio do comentário de Lutero da Carta aos Romanos, John passou pela seguinte experiência, narrada em
seu diário: “Cerca das nove menos um quarto, enquanto ouvia a descrição que Lutero fazia sobre a mudança que Deus opera no coração através da fé em Cristo, senti que meu coração ardia de maneira estranha. Senti que, em verdade, eu confiava somente em Cristo para a salvação e que uma certeza me foi dada de que Ele havia tirado meus pecados, em verdade meus, e que me havia salvo da lei do pecado e da morte. Comecei a orar com todo meu poder por aqueles que, de uma maneira especial, me haviam perseguido e insultado. Então testifiquei diante de todos os presentes o que, pela primeira vez, sentia em meu coração”. Seu irmão Charles havia passado por experiência semelhante apenas poucos dias antes.
A intensidade desse fogo que incendiava o coração de John pode talvez ser avaliada pelos resultados: Wesley viajava cerca de 5.000 milhas (8.000 Km) por ano, pregando quatro ou cinco vezes por dia (freqüentemente ao ar livre), fundando novas sociedades, e traduzindo do grego, latim e hebraico.
          Auxiliou endividados, supria roupas e alimentos aos pobres, proveu empregos aos desempregados, implantou centros de serviços médicos e opôs-se à escravidão. Quanto a Charles Wesley, compôs cerca de 6.500 hinos, muitos dos quais cantados até hoje. John Wesley pregou seu último sermão na quarta-feira, 23 de fevereiro de 1791.


CD_Pregue a Palavra