quinta-feira, 17 de março de 2011

SOBRE EUTANÁSIA


“...um homem com uma doença incurável está sendo mantido vivo somente com uma máquina. Se a tomada for desligada, morrerá; se viver, será apenas artificialmente num tipo de existência “vegetativa”. Qual é a obrigação moral do médico? Estas situações e muitas outras como elas focalizam o problema ético de tirar a vida. Quando, e se, tirar uma vida é moralmente justificável?”  

Não pretendo responder as perguntas da epigrafe deste texto. Na verdade o objetivo é pensar um pouco sobre esse assunto tão sério, polêmico, a eutanásia. Peter Bocchino, presidente do Legacy of Truth Ministries, localizado em Atlanta, Geórgia, EUA. Atuou durante nove anos como diretor de liderança do Ravi Zacharias International Ministries e foi responsável por ministrar sobre apologética cristã em países da Europa, do Oriente Médio, da África e das Américas; juntamente com Pr. Norman Geisler, autor e co-autor de mais de 60 livros e centenas de artigos, que tem ensinado em universidades há quase 40 anos e tem viajado por mais de 20 países para participar de palestras e debates. É doutor em teologia pelo Seminário Teológico de Dallas e doutor em filosofia pela Loyola University; escreveram no livro Fundamentos Inabaláveis:

“Não se refere a permitir que alguém morra com dignidade e não significa remover os meios mecânicos de adiar a experiência da morte. A eutanásia diz respeito à prontidão de algumas pessoas de matar direta ou indiretamente alguém que, se tratado devidamente, poderia continuar a viver”.

Em outras palavras, abertamente, é tirar a vida de uma pessoa com base no fato de que estará melhor morta. Isso normalmente se esconde atrás de expressões enganosas como “matar por misericórdia”; no caso da ortotanásia.
É bom que se dê uma definição da palavra eutanásia. O grego aqui vai nos ajudar. eu significa “bom” e thanatos significa “morte”. O significado da palavra evoluiu do conceito de “boa morte”. Agora se refere ao ato de dar fim à vida de outra pessoa, a pedido dessa pessoa, a fim de minimizar seu sofrimento.
Eutanásia, do ponto de vista jurídico, consiste em provocar voluntariamente a morte de um doente terminal para minorar seu sofrimento físico e evitar-lhe a morte dolorosa. A prática consiste em ministrar drogas, farmacêuticas ou outras substâncias que aliviem a dor, ainda que com elas se abrevie a vida.
Como não existem previsões específicas nos códigos penais, se é praticada sem o consentimento da pessoa, é considerada crime de homicídio e, se realizada com o consentimento da pessoa, é considerada crime de auxílio ao suicídio, representado no filme Menina de Ouro, dirigido pelo famoso Clint Eastwood.
Os Países Baixos são o primeiro país no mundo a autorizar essa controversa prática. A Câmara dos Deputados da Holanda aprovou, no dia 28 de novembro de 2000, um projeto de lei que legaliza a eutanásia.
O termo suicídio assistido é vagamente relacionado com a eutanásia. Refere-se normalmente à situação em que se dão à pessoa a informação e ou os meios de cometer suicídio para ajudá-la a acabar com a própria vida sem assistência adicional.
No caso de eutanásia passiva voluntária está-se tornando muito usado. Um escritor de fato propôs o emprego do infinitivo to kevork, um verbo criado na língua inglesa, derivado do nome do Dr. Jack Kevorkian, um médico do Michigan que promoveu a EPV e assistiu na morte de dezenas de pacientes.

Sou contra a eutanásia pelas razões:
1.      Ela é antiética;
2.      É inconstitucional;
3.      É facilmente corruptível;
4.      É prejudicial ao sistema de saúde;
5.      Ignora fatalmente os limites do prognóstico médico;

Por 

Pr. Gilmar Tavares Reis

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