quinta-feira, 24 de maio de 2012

O PROPÓSITO DA MORTE, RESSURREIÇÃO E INTERCESSÃO DE JESUS CRISTO




“Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Romanos 8:34 NVI).

       O Apóstolo Paulo, benjamita natural de Társis, ao escrever aos Romanos por volta de 58 a 60 d.C., falou do evangelho de Deus, do mundo culpado, da doutrina de salvação, da lei e graça, dos judeus e gentios, e principalmente da centralidade de Jesus Cristo.
     Especificamente em Romanos 8.34 a Cristo-Centralidade é evidente pela finalidade de três atos redentores. São eles: a morte, ressurreição e intercessão de Jesus Cristo. 
Portanto, consideremos esses propósitos de Jesus Cristo.
        Primeiro, Jesus Cristo e o propósito de sua morte (Gl 1.4). Por que Jesus morreu? J. M. Killen disse que: “A morte do Senhor Jesus resgata-nos da morte eterna, enquanto os atos do Senhor Jesus concedem-nos a vida eterna”. Paulo aos Gálatas diz que foi em obediência, simplesmente em obediência à vontade do nosso Deus, o grande idealizador e Criador de todas as coisas, que Cristo colocou o propósito de se entregar para ser morto e morte de Cruz a fim de nos tirar, nos desraigar de nossos pecados e assim nos livrar deste sistema mundano mau. E tudo isso por amor.
         O amor de Jesus é diferente de qualquer outro tipo de amor. Jesus amou tão intensamente o pecador que se submeteu aos seus algozes, conforme Mel Gibson retratou no filme Paixão de Cristo. Na verdade Jesus fez tudo isso não por paixão, mas por amor, sentimento puro.
         O Dr. Karl Barth, grande pensador suíço, foi talvez o maior teólogo de sua geração em todo o mundo e um notável filósofo. Nem sempre concordo com ele, mas sou um leitor de seus escritos e o respeito. Conta-se que certa vez ele foi aos Estados Unidos, um seminarista lhe perguntou: Dr. Barth, qual é a grande verdade que está sempre presente em sua mente? Todos os alunos esperavam uma resposta longa, profunda, grave e complicada. O Dr. Barth levantou vagarosamente sua cabeça de cabelos grisalhos, olhou para o estudante e disse: “Jesus me ama; e isto sei, porque a Bíblia assim me diz”.
       João 15:9 destaca: "Como o Pai me amou, assim eu os amei; permaneçam no meu amor”. Aceitar e permanecer no amor sacrifical de Jesus é reconhecer a sua obra na cruz do calvário e garantia de salvação eterna.
        Segundo, Jesus Cristo e o propósito de sua ressurreição (1Pe 1.3). C. Parask Vopoulou conta que um homem caminhava ao lado de um cemitério numa noite escura. O céu estava carregado, e não se via uma estrela. Uma garotinha que caminhava no mesmo sentido passou pelo homem, e este lhe perguntou: “Menina, você não tem medo de passar pelo cemitério a esta hora da noite? Ao que a criança respondeu: Não, senhor. Pode ver aquela luz brilhando pouco além do cemitério? Sim, posso, respondeu o homem. Ali é a minha casa. Para lá é que estou indo”.
        Que verdade preciosa! Além do cemitério, há um lar reluzente do nosso Pai celestial. A sepultura vazia da qual o Senhor se ergueu proveio da sua morte. Ressurreto, Cristo não morrerá jamais. E porque Ele vive, nós também viveremos. A vida eterna, não a morte, é que se tornou realidade para nós através da ressurreição de Cristo.
        Pedro pensava assim. Em sua primeira carta (1.3) ele conclamou a todos: “Louvemos ao Deus e Pai do nosso Senhor Jesus Cristo! Por causa da sua grande misericórdia, ele nos deu uma nova vida pela ressurreição de Jesus Cristo. Por isso o nosso coração está cheio de uma esperança viva.”
       E em terceiro e ultimo lugar, Jesus Cristo e o propósito de sua intercessão (Rm 8.34). Por sermos pecadores, somos constantemente acusados. Satanás nos acusa; nossa consciência nos acusa. Contudo o Apóstolo Paulo levanta o seguinte questionamento: será que alguém poderá nos condenar? Ninguém! “Pois foi Cristo Jesus quem morreu, ou melhor, quem foi ressuscitado e está à direita de Deus. E ele pede a Deus em favor de nós”.
      Thomas Watson asseverou: “A oração, da forma como provém do santo, é fraca e lânguida, mas quando a flecha da oração de um santo é colocada no arco da intercessão de Cristo, ela penetra no trono da graça”.
      Não obstante, não podemos dizer que não temos pecados, pois Deus não é um mentiroso. O necessário é que confessemos os nossos pecados e Ele perdoará as nossas transgressões e nos limpará de toda maldade.
      O mais importante é ter consciência tranquila. Aliás, consciência tranquila vale mais do que a própria vida. Para se ter a consciência tranquila é preciso observa este conselho: “Meus filhinhos, escrevo isso a vocês para que não pequem. Porém, se alguém pecar, temos Jesus Cristo, que faz o que é correto; ele nos defende diante do Pai” (1 João 2:1 NTLH).
      O sublime propósito da morte, ressurreição e intercessão de Jesus Cristo é, sem sobra de duvidas, que os nossos pecados sejam perdoados. E não somente os nossos, mas também os pecados de todo o mundo. E que todos nós nunca esqueçamos de João 3.16: “Porque Deus amou o mundo tanto, que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crer não morra, mas tenha a vida eterna”.

Sempre em Cristo,

Bibliografia:
BÍBLIA SAGRADA Nova Versão Internacional português-inglês:Holy Bible. São Paulo: Editora Vida, 2003.
PÉROLAS PARA A VIDA. CD ROM. Biblioteca digital.
COLETÂNEA DE ILUSTRAÇÕES. CD ROM. Biblioteca digital.

Gilmar Tavares Reis:
Estudou teologia no Instituto Bíblico das Assembleias de Deus em Pindamonhangaba-SP - IBAD
Pastor auxiliar na Assembleia de Deus Madureira
Coordenador do Programa de Incentivo a Leitura - PIL
Coordenador do Projeto Vau de Jaboque
Professor de Homilética no IBMA
Superintendente da EBD
Líder de Casais
Membro do CPA (Conselho de Pastores de Anápolis-GO)

Nenhum comentário:

Postar um comentário