quarta-feira, 4 de maio de 2011

SUPREMO JULGA RECONHECIMENTO DE UNIÃO HOMOSSEXUAL


Plenário analisa ações propostas pelo MPF e pelo governo do Rio. Decisão pode reconhecer direitos aos casais gays.

Débora Santos


Do G1, em Brasília


O Supremo Tribunal Federal (STF) deve resolver nesta quarta-feira (4) uma das polêmicas sobre relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo. A mais alta Corte do país julgará duas ações que pedem o reconhecimento da união entre gays como uma “entidade familiar”, o que significaria estender aos homossexuais todos os direitos garantidos à união estável entre homem e mulher.
A análise do tema – que já começou antes do julgamento em outras instâncias da Justiça – promete um debate sobre garantia de direitos fundamentais, como igualdade, e a forma como os poderes Legislativo e Judiciário têm tratado o casamento gay.
De acordo com a Constituição Federal, “para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”.
Para o deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), defensor dos direitos dos gays, o julgamento desta quarta demonstra que o Judiciário “está mais avançado” que o Congresso Nacional na busca de garantias dos direitos dos homossexuais.
“Todas as decisões favoráveis de juízes em prol da união estável e da adoção de crianças [por parte de casais gays] mostram que o Judiciário está à frente do Legislativo no sentido de estender a cidadania ao conjunto da população. Estou muito esperançoso”, afirmou.
De outro lado, a defesa da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) – que atua como parte interessada no processo – afirma que não usará argumentos religiosos, mas pretende provocar um debate técnico no STF.
Segundo o advogado da CNBB, Hugo Sarubbi Cysneiros, o reconhecimento de uniões estáveis já é tratado de forma “clara e evidente” na Constituição. “A lei diz que a família se dá pela convivência entre homem e mulher. Não há nada que ser interpretado. Não consigo conceber porque a expressão ‘homem e mulher’ tenha que ser discutida”, alegou o advogado.
A CNBB vai ao STF pedir que a lei seja mantida como está e defender que o papel de mudar a Constituição é do Congresso Nacional e não da Justiça. “O fenômeno homossexual sempre existiu e a Igreja [Católica] reconhece que é um fato e o próprio Catecismo prega o respeito a essa situação. Mas [a união entre gays] não é família, porque a Constituição diz que não é”, afirmou Cysneiros.
Mudança na lei
Caso o Supremo reconheça a união entre homossexuais como uma entidade familiar, a decisão será um precedente a ser seguido. O que não garante automaticamente os direitos aos casais gays. Será preciso entrar na Justiça. A forma de tornar garantidos esses benefícios é mudar o texto da Constituição.
Defensor dos direitos dos homossexuais, o próprio deputado Jean Wyllys diz ter “os pés no chão” e lamenta que a lei exclua da proteção do estado casais de pessoas do mesmo sexo. O parlamentar trabalha para recolher as assinaturas de dois terços dos 513 deputados federais, número necessário para propor a mudança do texto da Constituição.
Wyllys afirma ter conseguido pouco mais de 70 assinaturas e admite as dificuldades em abordar o assunto.“Não é um assunto fácil. É um debate quase sempre apaixonado e eivado de muita ignorância. A decisão do Supremo, caso seja for favorável, ajuda”, disse.
Segundo ele, independentemente da decisão do STF, mudar a Constituição é fundamental para que os direitos de famílias formadas por homossexuais sejam garantidos automaticamente. O parlamentar é homossexual e diz que pretende ter filhos nos próximos 4 anos.
“A importância da PEC [Proposta de Emenda à Constituição] é porque ela assegura direito automaticamente e promove uma grande revolução social. Meus filhos poderão gozar da mesma proteção do estado que uma família formada por um casal heterossexual”, disse o parlamentar.
Casos
Na sessão desta quarta, os ministros do Supremo vão analisar em conjunto um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), para que a união de casais gays seja reconhecida como “entidade familiar”, e um pedido do governo do estado do Rio de Janeiro para que relacionamentos homossexuais de funcionários públicos do estado sejam reconhecidos como união estável.
A proposta da PGR tramita no Supremo desde 2009 e o pedido do governo do Rio desde 2008. No processo, governador Sérgio Cabral quer incluir casais gays no regime de licenças, previdência, assistência, entre outros benefícios conferidos aos servidores do estado que comprovam união estável.
Segundo o governador do Rio, não reconhecer a união estável de casais homossexuais viola princípios fundamentais previstos na Constituição, como o da igualdade, da segurança jurídica e da proibição de discriminação.



Supremo adia decisão sobre união homossexual


http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/05/supremo-adia-decisao-sobre-uniao-homossexual.html



Supremo reconhece união estável de homossexuais

Famílias saem do armário

Para STF, leis que venham a restringir direitos de gays serão inconstitucionais

Entenda como ficam as uniões homoafetivas a partir da votação do STF

Bancada evangélica quer lei para impedir casamento em igreja
http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20110507/not_imp715993,0.php


Atenção héteros, o MEC (Ministério de Educação e Cultura) quer transformar as crianças de 6 a 8 anos em homossexuais

Kit Gay do MEC (Ministério de Educação e Cultura)
http://www.bolsonaro.com.br/jair/Informativo-KitGay.pdf


Veja vídeos do kit anti-homofobia do MEC
Material que pode chegar a 6 mil escolas é questionado pela bancada evangélica
Confiram:

5 comentários:

  1. Olá!
    O que você acha do Supremo Tribunal Federal (STF) resolver um assunto tão sério, sobre relacionamentos entre pessoas do mesmo sexo, a homossexualidade? Será se uma questão como essa, a mais alta Corte do país resolverá com uma canetada? Pois é, ainda nesta semana o STF julgará duas ações que pedem o reconhecimento da união entre gays como uma “entidade familiar”, o que significaria estender aos homossexuais todos os direitos garantidos à união estável entre homem e mulher. Se eles derem favorável aos homossexuais, trarão maldição sobre a nação, sim ou não?

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  2. Não creio que trará maldição.Mas irá afetar muito, alías nossa sociedade hoje já esta mais do que afetada. É ora da igreja se posicionar, não críticar, nem maldizer. Mas orar e amar essas pessoas, mostra-las que Deus ama da mesma forma que ama nós, só que Ele -Deus , não aceita essa condição e tentar resgatá-los. O pior que se chegar uma pessoa assim na nossa igreja querendo ajuda, a igreja não esta preparada prá recebé-lo, amá-lo e discupulá-lo. Mas vamos orar para que Deus nos dê sabedoria para lidar-mos com essa nova leí. E sadbermos pocisionarmos sem prejudicar a obra de Deus.
    Paz

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  3. Senhora Anônima eu compreendo. Obrigado por tua opinião. Fiques a vontade para voltar quando quiseres, amém? Paz e até a próxima!

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  4. Sobre o vídeo...
    È um assunto polêmico. Nossa país esta passando por um momento de crise muito dificil. Deveria investir na educação, saúde, moradia, fome, desemprego e etc. Acabam perdendo tempo aprovando certas leis. Mas nossas crianças e adolescentes, não estão preparados para ver esse kit. Algumas mentes ainda não estão formadas, outros já tem idéia do que querem e entendem. Nessa altura do campeonato, como fica a educação também que é recebida dentro de casa?
    Pelo que vejo os pais não poderão mais ditar regras, tem ser o que o governo. Eu pessoalmente não concordo, tenho meu posicionamento como cristã.
    Mas estamos chegando ao fim dos tempos. Como lhe disse: precisamos nos posicionar, e tomar certas atitudes. Alías isso só esta acontecendo, porque no passado ficamos perdendo tempo falando: política não é de crente... Mas vamos arregaçarmos a manga como cristãos temente a palavra de Deus e fazermos nossa parte, e Deus fará o que nós não conseguiremos fazer.

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  5. Senhora Anônima sempre muito sábia com as palavras. Obrigado por tua participação. Paz e até a próxima!

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